Política

10/06/2026 15:11

Paralisação de professores repercute e vereadores cobram: 'prefeitura tem de pagar' (vídeo)

Três parlamentares comentaram o manifesto, sendo um bolsonarista contra o movimento

10/06/2026 às 15:11 | Atualizado 10/06/2026 às 21:42 Thiago de Souza
Debate gerou polêmica na Câmara - Reprodução Youtube Câmara

Anúncio da paralisação de professores da Rede Municipal de Ensino repercutiu na Câmara Municipal de Campo Grande, nesta terça-feira (9). Parlamentares de oposição cobram que a prefeitura tem de cumprir aquilo que prometeu. Até um que é base de apoio à prefeita Adriane Lopes (PP) saiu em defesa dos professores. 

Luiza Ribeiro (PT) foi a primeira a bradar contra a atual gestão. Ela destacou que houve compromisso firmado pela prefeita Adriane Lopes (PP) junto da Secretaria de Finanças e o sindicato que representa os professores, de pagar o reajuste da Lei do Piso de 20h.  Além disso, fez outro destaque importante: 

''E também é lei que foi aprovada aqui no plenário e que determinou os percentuais de reajuste para a reposição salarial’’, comentou Luiza. Ela lamenta que alunos fiquem sem aulas, mas o manifesto é necessário. 

''É por conta da intransigência da prefeita, que deixa de cumprir acordo com professores e desrespeita a lei'', bradou a petista. 

Contra

Rafael Tavares (PL) se mostrou contra a manifestação dos professores. Entende como legítimo o protesto, mas se revolta pelo dia sem aula. 

''Os professores de Campo Grande têm o segundo maior salário do Brasil entre as capitais. Agora, deixar alunos sem aula, para fazer greve, é um absurdo e não vou aceitar'', criticou Rafael. 

Já o vereador Wilson Lands (Avante) disse que estará junto dos professores na manifestação programada para sexta-feira. 

''Essa luta pra mim é inegociável, principalmente a valorização do magistério. O que a gente não pode admitir politização do tema'', bradou em resposta aos vereadores da esquerda na Casa de Leis. 

''Estarei caminhando juntos com os professores e é preciso encontrar uma saída para isso. Ninguém é obrigado a prometer nada, mas se prometeu, cumpra'', disparou Lands. 

Ato 

Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública, a ACP, reuniu cerca de 300 docentes em uma assembleia extraordinária, na noite de segunda-feira (8). Por unanimidade, ficou decidido recusar a proposta do Executivo sobre os 5,4% de reajuste referentes à Lei do Piso 20h. 

Em vídeo postado, o presidente da ACP, professor Gilvano Bronzoni, convocou os docentes para estarem na sede da entidade, às 7h30 e de lá saírem em direção à prefeitura. O objetivo é pressionar a prefeitura. 

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