Interior

10/06/2026 16:23

Jovem foi executado 'por engano' em guerra entre PCC e CV em Maracaju (vídeo)

Segundo investigações, autores teriam ordens para matar outra pessoa

10/06/2026 às 16:23 | Atualizado 11/06/2026 às 09:32 Carol Rampi
Divulgação/PCMS

Investigações do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Delegacia de Maracaju identificaram os suspeitos de executar Thalis Eduardo Assis de Souza, no último domingo (7), em frente a uma residência na Rua Ipê Branco, no Bairro Olídia Rocha, em Maracaju, município a 160 quilômetros de Campo Grande. 

Segundo as investigações, imagens de câmeras de segurança auxiliaram a identificar a dinâmica do crime e a rota de fuga dos autores, que embarcaram em um veículo Corsa vermelho. Os executores foram identificados apenas pelas iniciais W.M.C e M.E.A, ambos moradores de Sidrolândia e integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital).

O carro utilizado no crime foi localizado na noite de segunda-feira (8), abandonado na Rua Doutor Hilário. No veículo estava uma mochila com seis munições intactas de calibre 9mm.

Durante a abordagem tática dos alvos, M.E.A reagiu com arma de fogo contra os militares, sendo alvejado sob a escusa da legítima defesa, ocasião em que evoluiu a óbito, enquanto W.M.C foi capturado e recambiado à Delegacia de Polícia Civil de Maracaju.

Em depoimento, o homem confessou o crime e revelou que a dupla estava na cidade em uma missão ordenada para executar membros de uma facção rival (Comando Vermelho), mas acabaram matando Thalis Eduardo após um desentendimento.

Após o depoimento, a equipe do SIG realizou a reconstituição do percurso com o preso, localizando os pontos exatos onde as vestes foram descartadas no Rio Cachoeira e onde o veículo havia sido inicialmente ocultado em uma lavoura de milho.

Investigações em andamento na Polícia Civil apontam a participação de uma rede de apoio logístico no crime, incluindo uma mulher responsável por fornecer as armas, a qual também foi presa, bem como demais comparsas que auxiliaram na logística para encobrimento da infração penal.

As diligências do SIG continuam em andamento com o objetivo de capturar os demais coautores já identificados.