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13/06/2026 20:13

Orgulho que não fica no banco: Éderson é o grande camisa 10 da Aldeia Marçal de Souza

Mesmo sem entrar em campo na estreia, convocação do jogador Terena transformou as ruas de Campo Grande em um monumento de apoio à Seleção

13/06/2026 às 20:13 | Atualizado 13/06/2026 às 20:13 Diana Christie
Éderson fez Atalanta entrar para a história - Reprodução Atalanta

A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13), e mesmo que o sul-mato-grossense Éderson não tenha saído do banco de reservas nesta primeira partida, o impacto da sua presença no Mundial já é a maior vitória para a Aldeia Urbana Marçal de Souza, em Campo Grande.

No bairro, o sentimento de pertencimento e orgulho está literalmente desenhado no chão. Motivados pela convocação inesperada do jogador de origem Terena, os moradores trocaram a ansiedade isolada do sofá por uma verdadeira força-tarefa comunitária. Com giz, tinta e pincel nas mãos, vizinhos se uniram para transformar as ruas do bairro em um grande palco de torcida.

Em entrevista antes da estreia do Brasil na Copa, a moradora Thalissa Pereira, de 26 anos, resumiu o sentimento que tomou conta da região. Segundo ela, foi a chamada de Éderson para integrar o elenco da Seleção que deu o empurrão necessário para que os vizinhos realizassem a pintura coletiva, elevando o nível do apoio local.

Para a comunidade da Aldeia Marçal de Souza, Éderson já é um campeão. As ruas pintadas de verde e amarelo continuam intactas, prontas para as próximas partidas contra Escócia e Haiti. A expectativa segue viva: a qualquer momento, o filho de Campo Grande pode ser chamado para brilhar em campo, e quando isso acontecer, Mato Grosso do Sul estará pronto para comemorar.