Política

há 2 meses

Ministério Público opina por reprovar contas de campanha que Soraya Thronicke tentou ser presidente

São vários apontamentos sobre notas fiscais e não devolução de dinheiro público

15/06/2026 às 15:52 | Atualizado 15/06/2026 às 15:42 Thiago de Souza
MP Eleitoral opinia por rejeitar contas - Reprodução TV Globo

Ministério Público Eleitoral emitiu parecer em que opina pela reprovação das contas de campanha de Soraya Thronicke (PSB), quando esta concorreu à Presidência da República, em 2022. 

O parecer foi do vice-Procurador-Geral Eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa. Nas manifestações feitas ao processo, que questiona as contas eleitorais da chapa de Soraya, foi dito que o MP Eleitoral não teve acesso ao Relatório de Informações Financeiras, o RIF, pedida pelo TSE, que embasou parte da investigação. O MP pede acesso ao conteúdo antes da conclusão do caso. 

Ainda segundo o parecer, o vice-procurador, mesmo sem o relatório – que é sigiloso -  já se percebe irregularidades suficientes para rejeitar as contas da então candidata, que tinha como vice, Marcos Cintra. 

Candidatura de Soraya tem contas suspeitas (Foto: Reprodução TSE)

Problemas

O MP Eleitoral identificou uma série de problemas da prestação de contas de Soraya. Um deles é que a candidatura recebeu R$ 2 milhões do União Brasil, que deveriam ser informados à Justiça Eleitoral em 72h. Porém, a informação só chegou depois da eleição. Também que a campanha deixou de informar R$ 1,2 milhão em receitas estimáveis na prestação de contas parcial e o valor só apareceu posteriormente.

No entanto, a situação mais grave envolvendo a chapa foi a contratação de uma empresa, a D22 Comunicação, para produção de programas eleitorais de rádio, TV e vídeos. Esta, por sua vez, subcontratou outras firmas e o TSE encontrou notas fiscais emitidas pelos subcontratados. Porém, não foram comprovados os pagamentos feitos a esses fornecedores.

O Ministério Público enfatiza que precisa dos dados do Coaf e pede que as cotas da candidatura sejam reprovadas; que sejam devolvidos R$ 4,8 milhões aos cofres públicos e o recolhimento de R$ 310,9 mil também ao erário. 

O espaço está aberto para manifestação do União Brasil (partido pelo qual ela disputou a eleição presidencial) e da senadora Soraya Thronicke.