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há 2 meses

Após fiasco do Master, Prefeitura aposta R$ 2,4 milhões em consultoria para investimentos do IMPCG

Prefeitura pegou carona em contrato de consórcio do Mato Grosso, mas empresas responsáveis pela consultoria não foram informadas

16/06/2026 às 13:00 | Atualizado 16/06/2026 às 17:11 Thiago de Souza
Tabosa assinou adesão à consórcio de previdência - Reprodução PMCG e CMCG

Prefeitura de Campo Grande aderiu a uma ata de preços em um consórcio de gestão de previdência de cidades do Mato Grosso. A adesão ocorre pouco depois de o município recuperar dinheiro investido e perdido no escândalo do Banco Master. 

O termo consta em Diário Oficial do Município – edição extra desta segunda-feira (15). Segundo a publicação, Campo Grande “pegou carona’’ na consulta do Consórcio Público Intermunicipal de Gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social dos Municípios Matogrossenses, o CONSPREV.

A entrada no consórcio significa que o IMPCG adere a uma empreitada de várias cidades, que contrataram uma empresa de serviços previdenciários, um escritório de advocacia e uma firma de contabilidade. Neste coletivo, o Instituto receberá serviços técnicos destinados à operacionalização do chamado passivo previdenciário. 

Ainda segundo o publicado,o valor da adesão é de R$ 2,4 milhões e o termo é assinado pelo presidente do IMPCG, o ex-vereador Marcos Tabosa e um representante do Consórcio. 

O termo omite quais são as empresas e o escritório contratados e a vigência dessa adesão. 

Sem respostas

Ainda segue sem respostas o investimento de R$ 1,2 milhão feito pelo Instituto no Banco Master. O objetivo era lucrar com juros, mas o banco vivenciou um escândalo sem precedentes e foi liquidado pelo Banco Central. 

Pontos obscuros ficam por conta da adesão do IMPCG ao investimento, em um banco que já era conhecido por aplicações sem garantia de rendimento e operações suspeitas. O dono, inclusive, está preso. A aplicação foi feita na gestão Adriane Lopes, inclusive, mesmo com parecer contrário da instituição campo-grandense.