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há 2 meses

Espetáculo 'Vida de Coisa' estreia com quatro apresentações gratuitas em Campo Grande

Projeto também vai promover oficinas formativas para incentivar aproximação com as linguagens cênicas

16/06/2026 às 14:14 | Atualizado 16/06/2026 às 13:37 Méri Oliveira
Além do espetáculo, oficinas formativas também serão oferecidas ao público - Divulgação

A Companhia Onças D'Água estreia neste mês o espetáculo inédito "Vida de Coisa", produção criada por Sabrina Lima, Nathália Maluf, Karen Centurion e Gabriela Freitas, que realizará quatro apresentações gratuitas em diferentes regiões da Capital. 

Além das sessões, o projeto também promoverá oficinas formativas, ampliando o acesso aos processos de criação teatral e incentivando a aproximação do público com a linguagem das artes cênicas.

A montagem acompanha três mulheres idosas que vivem isoladas em uma casa onde o tempo parece ter parado. A rotina marcada por tarefas repetitivas, lembranças fragmentadas e longos silêncios é interrompida pela chegada de uma forasteira, personagem que traz consigo o mundo exterior e provoca questionamentos sobre identidade, pertencimento e humanidade. 

A partir desse encontro, o espetáculo investiga as fronteiras entre sujeito e objeto, lançando a pergunta que atravessa toda a obra: "O que ainda resta de humano quando tudo ao redor insiste em transformar gente em coisa?"

Misturando humor, o absurdo, comicidade física e elementos da cultura popular, o espetáculo constrói um universo poético em que o riso convive com temas como solidão, apagamento e desejo. 

A proposta é provocar reflexões sobre os limites entre ser pessoa e se tornar apenas mais uma peça dentro de uma realidade marcada pela repetição e pelo esquecimento. 

Sinopse

No meio de um deserto árido onde as janelas dão para o nada, três mulheres passam os dias mudando a terra de lugar. De repente, um cisco surge no horizonte. Uma forasteira chega trazendo o mundo lá de fora na bagagem. Entre regras rígidas e falsas promessas, o deserto dessas existências é atravessado por uma pergunta: como uma coisa vira coisa e em que momento ela esquece como deixou de ser gente?

Serviço:

As primeiras apresentações serão realizadas em instituições de ensino, atendendo estudantes e comunidades escolares por meio de ações de formação e mediação cultural. 

Nesta terça-feira (16) às 16 horas, quem receberá a companhia será o Instituto ACIESP, na rua Inocência Moreira dos Santos, nº45, Bairro Aero Rancho. 

A Escola Plínio Mendes dos Santos, que fica na rua Barra Mansa, nº 327, no Bairro Guanandi, também recebe a montagem na quarta-feira (17) às 19 horas, para as séries do EJA.

A apresentação aberta ao público geral acontece no dia 19 de junho (sexta), às 19 horas, no Teatro Flor e Espinho, localizado na Rua Pedro Celestino, nº 3750, região central da cidade. 

No domingo (21), será realizada a última apresentação do espetáculo, no mesmo horário e local. A entrada é gratuita.

O projeto foi contemplado pela PNAB (Política Nacional Aldir Blanc), com recursos do Ministério da Cultura e Governo Federal, por meio da Prefeitura Municipal de Campo Grande e FUNDAC. 

A iniciativa conta com o apoio da CIA APOEMA, Grupo de Teatro Fulano Di Tal, Teatro Flor e Espinho e Primos Resíduos Metálicos.