há 2 meses
Após gestante ser ameaçada por morador de rua, marido pensa em deixar Campo Grande: 'não tem paz'
A mulher teria ficado emocionalmente abalada por conta do susto
O episódio envolvendo uma gestante ameaçada por um morador de rua na região da Avenida Ceará com a Avenida Mato Grosso, em Campo Grande, foi a gota d'água para um morador que já cogita deixar a Capital após apenas oito meses vivendo na cidade.
Marido da vítima, Luiz Ricardo procurou a reportagem para relatar não apenas o susto vivido pela esposa, mas também a crescente sensação de insegurança que, segundo ele, tem tomado conta de diversos pontos da cidade.
"Você não pode andar sossegado. Faz oito meses que estou morando aqui e estou achando um absurdo", desabafou.
O caso aconteceu na manhã desta segunda-feira (15), quando a esposa dele, que está grávida, foi abordada por um homem em situação de rua em frente a um supermercado. Ao dizer que não poderia ajudá-lo naquele momento, ela passou a ser xingada e intimidada.
Assustada, a mulher correu para o carro e trancou as portas. Segundo o relato, o homem ainda chutou o veículo antes que ela deixasse o local.
Apesar de não ter sofrido ferimentos, a gestante ficou emocionalmente abalada. "Ela entrou no carro rapidão e saiu. Ficou muito assustada. Ainda mais estando grávida", contou o marido.
Natural do interior de São Paulo, Luiz se mudou para Campo Grande após reencontrar a esposa depois de 15 anos e decidir construir uma família ao lado dela. Agora, porém, afirma que repensa a permanência na cidade.
"Estou pensando seriamente em ir embora daqui novamente depois que minha filha nascer", revelou. Para ele, a insegurança se soma a outros problemas enfrentados pela população.
"Já basta lidar com os buracos e a saúde horrível. Agora com segurança também. A gente não tem paz", reclamou.
O morador acredita que criar a filha em uma cidade menor pode ser uma alternativa mais segura. "Campo Grande é uma cidade boa, mas acho que para a educação da minha filha vai ser melhor no interior", comentou.
Luiz afirma que não registrou boletim de ocorrência após o episódio, mas decidiu expor a situação para chamar atenção das autoridades.
Ele também cobra providências em relação à presença constante de pessoas em situação de rua abordando clientes não apenas na região do ocorrido, mas em outras áreas da cidade. “Seria bom fazerem alguma coisa. Isso está ficando demais", concluiu.
Moradores e comerciantes da região relatam que o homem costuma permanecer próximo aos estabelecimentos, abordando clientes e aumentando a sensação de insegurança para quem frequenta o local.