Campo Grande

há 2 horas

Protetora luta para salvar gatinho resgatado com intestino exposto em Campo Grande

Resgatado em colônia no Jardim Leblon com grave lesão intestinal, Negresco passou por duas cirurgias e voltou a piorar

24/06/2026 às 19:00 | Atualizado 24/06/2026 às 12:06 Carol Rampi
Repórter Top

O que começou como um resgate ‘de rotina’ para a protetora independente Odileuza Duailibi Ferreira, tornou-se uma verdadeira corrida contra o tempo em Campo Grande. A voluntária luta pela sobrevivência do gatinho Negresco. Marcado por cirurgias delicadas, o felino precisa de ajuda urgente para uma nova intervenção no intestino, com altos custos. 

Para a reportagem do TopMídiaNews, a protetora relatou que resgatou Negresco em uma colônia de gatos no Jardim Leblon, juntamente com mais 18 felinos, no início de maio. Manso, mas assustado, ele teria aparecido com parte do intestino para fora. 
A partir da identificação do grave problema, a luta para o resgate começou. “Por conta de ele estar assustado, só vinha comer à noite, então dificultou ainda mais o resgate dele. Foram 16 dias até eu pegá-lo”, relatou. 

Após o resgate, ele realizou o primeiro procedimento para recolocar o intestino. Entretanto, depois de seis dias, durante o período de recuperação, o intestino saiu novamente para fora, sendo necessária a realização de mais uma cirurgia invasiva e delicada, chamada ressecção retal, onde parte do intestino é retirada. 

“A cirurgia teve um valor alto que eu ainda não consegui quitar o cirurgião, além das medicações, os cuidados. Ele, por 15 dias, não pode comer ração, apenas ração úmida, sachês, para não ter problema de abrir os pontos por dentro, o que pode levar ele a óbito”.

Odileuza conta ainda que não conseguiu mantê-lo na clínica veterinária durante muito tempo devido aos altos custos das diárias. “Estou cuidando dele em casa”. Porém, a tarefa não é nada fácil: a protetora é responsável por mais de 130 animais, juntamente com as colônias espalhadas pela cidade, das quais ela alimenta, castra e resgata caso precise de atendimento veterinário. 

“As despesas aqui hoje são muito altas; inclusive estou sem ração para os gatos. Faço diariamente e depende de doações, mas tem sido cada dia mais difícil. A ajuda que ganho não supre nem um terço do que preciso, infelizmente”, lamenta. 

Trabalho árduo

Odileuza relatou que os trabalhos de resgate não param, pois os números de abandono só crescem. “Às vezes resgatamos alguma gatinha que está prenha, aí vêm os filhotes… as adoções são difíceis e temos muitos adultos aqui, que chegaram filhotes”, disse. 

“As despesas com o Negresco foram mais de R$ 7 mil, fora os gastos com o resgate de uma gatinha que havia quebrado a pelve. Ainda tenho despesas com ração, produtos de limpeza, mediações, rações diferentes como renal, gastrointestinal, e ainda tenho uma gata paraplégica, que usa fraldas. O consumo de ração é alto, e ração para gatos costuma ter um valor mais alto, ainda mais se for específica”, contabiliza. 

Nova internação

Na segunda-feira (22), Negresco foi novamente internado e levado às pressas para a clínica veterinária, novamente com prolapso intestinal. 

Em caráter de urgência, ela está promovendo uma rifa solidária para custear as despesas, como cirurgia, internação e exames. “Foi feito um raio-x e descobrimos que ele teve uma fratura de pelve, porém já está calcificada e não é o motivo do prolapso estar voltando. Ele precisa de novos exames para investigar a causa, mas já sabemos que precisará de nova cirurgia”, explica. 

A rifa custa R$ 10 o número, que pode ser adquirido direto com a protetora. O prêmio é um kit de gin, com utensílios para a confecção de bebidas e drinks. “Estou na luta contra o tempo. O Negresco tem sido muito forte e não existe a opção de desistir dele”, completa. 

Qualquer informação ou ajuda pode ser enviada para o PIX (67) 99210-7326.