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Em terra de sertanejo, artista de MS sonha com carreira no rap e hip hop (vídeo)

Homem equilibra a carreira de engenheiro eletricista com sonho

22/06/2026 às 15:00 | Atualizado 22/06/2026 às 10:40 Sarai Brauna
Arquivo Pessoal

Em um estado conhecido nacionalmente pela força da música sertaneja, seguir um caminho diferente nem sempre é simples. Foi justamente esse desafio que impulsionou a trajetória de Ryan Rodrigo, conhecido artisticamente como Maverick, rapper e poeta de Caarapó, que busca espaço na cena musical de Mato Grosso do Sul.

Natural de Caraapó, a 274 quilômetros de Campo Grande, ele cresceu cercado pela cultura sertaneja, presente nas rádios, festas e bares da região. Ainda assim, encontrou no hip hop uma forma mais autêntica de expressar suas experiências, sentimentos e reflexões. "Ser rapper no interior do Mato Grosso do Sul é remar contra a maré. Aqui o sertanejo é rei, toca em todo bar, toda rádio, toda festa. Mas eu sempre entendi que não precisava caber em uma caixa só porque nasci nela", afirma.

Segundo o artista, foi no hip hop que encontrou liberdade para transformar vivências em arte. As composições abordam temas como superação, dor, amor e autoconhecimento, sempre inspiradas em experiências pessoais.

"O hip hop é rua, é desabafo, é poesia sem filtro. As letras saem direto do subconsciente. É sobre transformar cicatrizes em versos", explica.

As principais referências musicais, porém, vieram de artistas como Michael Jackson, Linkin Park e do universo do Italo Dance e Eurodance, que marcaram sua adolescência. Músicas como "If You", da Magic Box, além de nomes como DJ Ross, Erika e Double You, ajudaram a moldar a identidade artística que mais tarde encontraria no rap uma forma de expressão.

"No MS, sertanejo é o padrão. Eu sou o desvio. E desvio é onde nasce a arte. Luto pela música urbana aqui porque minha verdade não cabe no silêncio", explica Ryan Rodrigo sobre sua arte.

Atualmente morando em Campo Grande, Maverick chegou à Capital há 14 anos, após a morte do pai. A mudança marcou uma nova fase em sua vida e, embora a música sempre estivesse presente, ele seguiu carreira profissional como engenheiro eletricista. Hoje, concilia a profissão com a trajetória artística, apostando no hip hop e no rap melódico como formas de expressão e identidade.

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