Política

há 2 horas

'O PT da Bahia acaba de ser implodido pela PF', reage Flávio Bolsonaro

Filho de Jair Bolsonaro se referiu à investida da polícia contra o petista Jaques Wagner

18/06/2026 às 14:06 | Atualizado 18/06/2026 às 13:41 Metrópoles, parceiro do TopMídiaNews
Flávio ironizou operação contra petista - Reprodução via Metrópoles

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o “PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal”, em referência à 9ª fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (18/6), contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

''O PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal na operação contra o líder do governo do PT no Senado Federal. Isso é um alento de que a impunidade vai ser combatida e, como nós sempre dizemos, o cerne de todo esse problema era o PT da Bahia e agora começa a vir à tona'', acrescentou o filho de Jair Bolsonaro. 

''É um péssimo dia, Derrite, é um péssimo dia, Moro, para o Comando Vermelho, o PCC e também para o PT'', concluiu.  

Operação mira petista

Entre os principais alvos da operação, estão o senador Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia e de São Paulo, e no Distrito Federal.

Além das buscas, foram autorizadas medidas cautelares diversas da prisão, como suspensão de passaportes e proibição de contato entre os investigados.

As suspeitas envolvendo Jaques Wagner surgiram a partir da análise de mensagens extraídas do celular de Augusto Lima. Os investigadores tentam esclarecer se o senador teria atuado em favor de pautas de interesse do Banco Master no Congresso Nacional; entre elas, uma proposta que ampliava o crédito consignado, e outra medida conhecida nos bastidores como “Emenda Master”.

Em contrapartida, a Polícia Federal suspeita de que o parlamentar possa ter recebido vantagens indevidas. Entre os benefícios sob apuração, estão um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões e regalias que somariam pelo menos R$ 3 milhões.

Parte desses pagamentos, segundo a investigação, teria sido realizada por meio de uma empresa ligada a familiares do senador – estrutura que, na avaliação dos investigadores, poderia ter sido utilizada para ocultar a origem do dinheiro.
Segundo a PF, os fatos investigados podem configurar crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.