Política

há 2 horas

Ex-servidora suspeita de comprar votos para Adriane é um dos alvos da PF

Ré por mandar PIX para eleitores está morando em Taquarussu

19/06/2026 às 10:00 | Atualizado 19/06/2026 às 11:00 Thiago de Souza
Servidora que comprou voto volta a ser alvo da PF - Reprodução Instagram

Ex-servidora da prefeitura de Campo Grande, Simone Bastos Vieira, voltou a ser alvo da Polícia Federal, nesta sexta-feira (19). A Justiça Eleitoral já havia comprovado – em duas instâncias – que a profissional próxima à prefeita havia comprado votos para a chefe do Executivo. 

Conforme divulgado pela PF, a operação apura compra de votos pela servidora, por meio, inclusive, de transferências via. Este foi o tom da operação anterior, que, apesar de comprovar o crime, não teria, segundo a Justiça, comprovado ciência ou anuência da prefeita e da vice, Camilla Nascimento, nos fatos. 

Ainda conforme divulgado pela PF e apurado pelo TopMídiaNews, a servidora estava morando em Taquarussu, a 332 km de Campo Grande. No total, foram sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral de MS, cumpridos pela Polícia Federal em Campo Grande e na cidade interiorana. 

A PF anotou que a investigação identificou elementos de movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em datas próximas aos turnos eleitorais, possivelmente destinados à compra de votos.

O caso

A Justiça Eleitoral de MS definiu que houve indícios contundentes de compra de votos. No entanto, Adriane e sua vice, Camila Nascimento, não teriam ciência dos fatos e, por isso, a chapa foi mantida.

Porém, para o procurador regional eleitoral, Luiz Gustavo Mantovani, o fato de pessoas próximas ou diretamente ligadas à prefeita terem promovido a compra de eleitores é uma condição sine qua non, ou seja, uma condição intrínseca que indicaria que as duas teriam ordenado pagamentos por votos. Foi nesse entendimento que Mantovani recorreu à Corte Superior Eleitoral, corte em que o caso tramita. Ele citou as transferências de dinheiro para as contas de eleitores e os depoimentos dos envolvidos, que corroboram a prática dos crimes.