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Juiz tirou Adriane da lista de alvos da operação que investiga compra de votos na eleição de 2024
Os sete investigados, que permaneceram na lista, estariam diretamente ligados à campanha que elegeu a atual prefeita de Campo Grande naquele ano
O juiz que autorizou os mandados de busca e apreensão contra sete pessoas ligadas à campanha eleitoral de Adriane Lopes (PP) em 2024 negou um dos pedidos da Polícia Federal, que seria cumprido contra a própria prefeita eleita na época.
Conforme as informações apuradas pela reportagem, um dos pedidos incluía Adriane na lista de busca e apreensão. Porém, o magistrado a retirou do grupo.
Apesar disso, a reportagem apura os motivos para a mudança, já que ela seria a principal investigada, uma vez que foi beneficiada pelo suposto esquema.
Operação Suffragium
A Polícia Federal investiga um possível esquema de compra de votos durante a campanha que elegeu a prefeita Adriane Lopes (PP) em Campo Grande no ano de 2024. A ação foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (19), apreendendo celulares e dinheiro em espécie na casa dos alvos.
Conforme o apurado pelo TopMídiaNews, os envolvidos estão diretamente ligados à campanha de eleição da atual prefeita da Capital. Entre os alvos está a ex-assessora de Adriane, Simone Bastos Vieira, que atualmente mora e trabalha na prefeitura de Taquarussu, a 332 km de Campo Grande.
No total, foram sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral de MS, cumpridos pela Polícia Federal em Campo Grande e na cidade interiorana.
A PF anotou que a investigação identificou elementos de movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em datas próximas aos turnos eleitorais, possivelmente destinados à compra de votos.