Política

há 2 horas

Vereadores aliados de Adriane se calam sobre 'investigação pesada' da PF

Parlamentares são da ''tropa de choque'' da prefeita na Câmara

20/06/2026 às 10:11 | Atualizado 20/06/2026 às 11:17 Thiago de Souza
TopMídiaNews/Câmara Municipal de Campo Grande

Vereadores considerados da ‘’tropa de choque’’ da prefeita Adriane Lopes (PP) na Câmara foram questionados sobre a operação da Polícia Federal, nesta sexta-feira (19), em Campo Grande. Nenhum comentou investida que colocou a gestora como chefe de núcleo de quadrilha para comprar votos. 

O TopMídiaNews procurou os parlamentares Beto Avelar (PP); Wilson Lands (Avante); Neto Santos (Republicanos) e Delei Pinheiro (PP) para se manifestarem sobre o caso. Não houve retorno até o momento. 

O caso 

A Operação Suffragium, que investiga um possível esquema de compra de votos durante a campanha que elegeu a prefeita Adriane Lopes (PP) em Campo Grande no ano de 2024, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (19), apreendeu celulares e dinheiro em espécie na casa dos alvos.

Conforme o apurado pelo TopMídiaNews, os envolvidos estão diretamente ligados à campanha de eleição da atual prefeita da Capital. Entre os alvos está a ex-assessora de Adriane, Simone Bastos Vieira, que atualmente mora e trabalha na prefeitura de Taquarussu, a 332 km de Campo Grande.

Ao todo, teriam sido apreendidos mais de R$ 9 mil. Porém, não chegou a ser detalhado ainda se o valor estava na casa de apenas um investigado. Além de Simone, outras seis pessoas foram alvo da operação de hoje.

Na peça, a PF descreve que a prefeita era líder do núcleo político da organização criminosa. No entanto, a reportagem apurou que Adriane Lopes ainda não está entre os alvos porque foi 'salva' pela Justiça. 

Coerência? 

Apesar de ser maior beneficiada pela compra de eleitores e ter uma grande investigação contra si, Adriane foi retirada pelo juiz do rol de alvos de mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira.