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Viúva e com doença rara, moradora de Terenos luta para voltar à fila de transplante de pulmão
Nilza Santana teve que sair da fila de transplante em 2024 após a morte do marido
Há dois anos, Nilza Santana viu a esperança de um transplante de pulmão ser interrompida por uma das maiores dores de sua vida: a perda do marido. Agora, aos 50 anos, a moradora de Terenos enfrenta uma nova batalha para voltar à fila de espera e conquistar uma segunda chance de viver.
Diagnosticada com hipertensão pulmonar idiopática, uma doença rara, grave e progressiva, Nilza depende de acompanhamento médico constante e enfrenta limitações que transformaram completamente sua rotina. Caminhar longas distâncias, carregar peso ou realizar esforços simples do dia a dia podem provocar cansaço extremo, dores no peito e até desmaios.
Após a morte do esposo, em 2024, os médicos entenderam que ela não estava preparada emocionalmente para enfrentar uma cirurgia tão complexa quanto um transplante pulmonar. Por isso, seu nome foi retirado temporariamente da fila.
Em abril deste ano, durante uma nova consulta, veio a notícia de que a doença havia avançado. Diante da progressão do quadro, os especialistas solicitaram uma série de exames para avaliar se Nilza poderá retornar à fila de transplante.
A esperança renasce
A viagem para São Paulo já está marcada. Ela embarca no dia 14 de julho para realizar exames nos dias 15 e 16, incluindo um cateterismo pulmonar, considerado fundamental para a avaliação médica. A consulta que definirá os próximos passos acontece em 22 de julho.
Apesar da esperança, o caminho é difícil. Viúva, Nilza mora com a filha mais nova e os sogros. Sem condições de trabalhar, ela sobrevive com o auxílio-doença, que ajuda apenas parcialmente nas despesas. "O TFD paga as passagens, mas alimentação, hospedagem, transporte e outras despesas ficam por minha conta. Eu não consigo andar de ônibus por causa das limitações da doença", explica.
Durante os dez dias que permanecerá em São Paulo, ela precisará do acompanhamento da irmã, que deixará a própria casa e o marido para ajudá-la durante o período de exames e recuperação.
Mesmo diante das dificuldades, Nilza mantém a esperança. "Tenho muita esperança de voltar para a fila do transplante. Essa doença é muito traiçoeira. Às vezes a gente está bem, mas pode descompensar de repente", conta.
Agora, enquanto aguarda a avaliação médica que pode definir seu futuro, Nilza também busca ajuda para custear os dias que passará em São Paulo.
Quem desejar contribuir pode entrar em contato diretamente com ela pelo telefone (67) 9838-1675.