Campo Grande

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"O pulmão estava em colapso": aos 5 anos, Júlio batalha para respirar direito (vídeo)

Criança tem asma e passou por crises severas; exames passam dos R$ 800, além dos remédios

25/06/2026 às 13:00 | Atualizado 25/06/2026 às 11:04 Carol Rampi
Repórter Top

O pequeno Júlio Rafael Santos Portilho, de 5 anos, enfrenta uma rotina marcada por crises respiratórias severas, internações frequentes e uso contínuo de medicação de alto custo para controlar a asma grave e de difícil controle. Após sair de um quadro crítico que chegou a exigir internação e entubação, a criança agora depende de acompanhamento intensivo e de exames que a família não consegue custear.

A mãe, Luana Antônia Santos, relata que o filho já foi internado diversas vezes apenas neste ano, sempre com diagnósticos de pneumonia associada a crises asmáticas. Em um dos episódios mais graves, Júlio chegou a apresentar saturação de oxigênio de 72% – o normal é de 92% a 100% –, sendo transferido em vaga zero para atendimento especializado na Santa Casa de Campo Grande. Ele ficou 10 dias internado, sendo cinco em área vermelha, em estado considerado crítico.

“Ele foi entubado, o pulmão estava praticamente fechado, em colapso. Foi muito desesperador”, relata a mãe.

Desde então, o menino precisa de uso diário de bombinhas broncodilatadoras de longa duração, além de medicação contínua e exames especializados, que somam mais de R$ 800 e não estão sendo realizados por falta de recursos e que não são disponibilizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A família também precisa de fraldas, alimentos específicos e cobertores.

Além de Júlio, Luana cuida de outros dois filhos, de 10 e 14 anos, sendo um deles autista. Sem conseguir manter um emprego fixo, ela passou a fazer trabalhos de diárias de limpeza quando consegue levar o filho mais novo junto, já que ele não frequenta mais a creche devido à fragilidade do quadro clínico.

Segundo ela, o tratamento exige uso frequente de medicação: em dias estáveis, Júlio precisa de duas aplicações diárias de bombinha; em crises, pode chegar a seis. “Eu não dou conta de sustentar minha casa e ainda pagar tudo o que ele precisa. Estou tentando vaquinha, mas está muito difícil”, desabafa.

A família pede ajuda da população para custear os exames, medicamentos e itens básicos de cuidado. Doações podem ser feitas via PIX: (67) 99113-3932.
 

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