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Reinaldo diz que Rota Bioceânica ainda depende de articulação política para sair do papel
Entre as ações que considera prioritárias estão a harmonização das regras aduaneiras entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, afirmou que a consolidação da Rota Bioceânica ainda depende de uma série de medidas que vão além da conclusão das obras de infraestrutura. Segundo ele, será necessário avançar em acordos entre os países envolvidos e garantir apoio político em Brasília para que o corredor internacional funcione plenamente.
Entre as ações que considera prioritárias estão a harmonização das regras aduaneiras entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, novos acordos fitossanitários, a integração dos sistemas de transporte internacional e a qualificação de trabalhadores para atender à demanda logística.
A declaração ocorre enquanto a Ponte Internacional de Porto Murtinho, considerada uma das principais obras da rota, entra na fase final de execução. A expectativa é de que a estrutura principal seja entregue ainda em 2026.
Quando estiver em operação, o corredor ligará o litoral brasileiro aos portos do norte do Chile, no Oceano Pacífico. A projeção é de que o novo trajeto reduza em até 17 dias o transporte de cargas destinadas ao mercado asiático e diminua os custos logísticos em até 40%.
Segundo Reinaldo, o projeto pode ampliar a competitividade da economia sul-mato-grossense e atrair novos investimentos para municípios localizados ao longo da rota, como Porto Murtinho, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Campo Grande.
Estudos citados pelo ex-governador indicam que o volume de carne bovina exportado para o Chile pode triplicar após a implantação do corredor. Empresas dos setores industrial e logístico também demonstram interesse em instalar operações na região.
Pré-candidato ao Senado, Reinaldo afirma que pretende atuar para buscar recursos e apoio institucional para concluir as etapas necessárias ao funcionamento da rota.
"Para que esse potencial se concretize, Mato Grosso do Sul precisa de uma voz atuante em Brasília que garanta os recursos e as parcerias necessárias. Meu compromisso é trabalhar para completar a infraestrutura que falta e transformar o corredor em desenvolvimento real para as famílias sul-mato-grossenses", disse.