União

há 2 horas

Do luto à colheita: cooperativismo transforma a vida de mulheres em celeiro de empoderamento

Conheça a história das 'Guardiãs do Cerrado' que encontraram nos frutos nativos e no trabalho coletivo a força para reconstruir suas vidas após uma perda que marcou a comunidade

29/06/2026 às 07:14 | Atualizado 29/06/2026 às 07:14 Marcos Maluf
Enquanto colhe urucum, Izabel posa para a foto momentos após lembrar da filha, Rita, vítima de feminicídio que não chegou a ver a associação se tornar referência. - Marcos Maluf

Uma história de coragem, união e transformação. Em Anastácio (MS), mulheres encontraram no cooperativismo um caminho para gerar renda, preservar os frutos do Cerrado e mudar a própria realidade. Mas essa trajetória também é marcada pela dor: uma das mulheres que ajudou a idealizar a sede da associação foi vítima de feminicídio. Mesmo diante da perda, o grupo seguiu em frente e transformou o luto em força.

Nesta áudio-reportagem, você conhece a história da Associação de Mulheres do Assentamento Monjolinho, criada na década de 1990 e formada hoje por 28 mulheres que produzem alimentos à base de frutos nativos do Cerrado, comercializados em feiras e na alimentação escolar. Um exemplo de resiliência, protagonismo feminino e da força do cooperativismo para transformar vidas.