há 18 horas
Vizinhos denunciam mulher por bater nos filhos com deficiência no Lageado
Uma das vítimas, um adolescente de 16 anos com Transtorno do Espectro Autista, disse a polícia que a mãe estava bebendo
Uma mulher de 57 anos foi denunciada por suspeita de bater e maltratar os dois filhos, uma mulher de 38 anos com deficiência física e intelectual e um adolescente de 16 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no Bairro Parque do Lageado, em Campo Grande, durante a noite deste domingo (28).
Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após moradores relatarem que a mulher estaria agredindo os filhos dentro da residência. Quando os policiais chegaram ao local, encontraram as vítimas acompanhadas do pai da mulher e avô do adolescente, que havia sido chamado pelos vizinhos para prestar apoio.
Testemunhas disseram que a suspeita costuma ingerir bebidas alcoólicas e, nessas ocasiões, agride os filhos. Ainda de acordo com o boletim, vizinhos precisaram intervir para impedir novas agressões antes da chegada da equipe policial.
O adolescente confirmou aos policiais que a mãe faz uso de bebidas alcoólicas e afirmou que ele e a irmã são agredidos por ela. Já a mulher de 38 anos não pôde ser ouvida devido à condição de saúde, já que é uma pessoa não verbal.
Apesar das denúncias, a polícia informou que não encontrou lesões aparentes nas vítimas durante o atendimento.
Moradores também apresentaram vídeos gravados no momento da ocorrência. Segundo o registro policial, as imagens mostram a suspeita em via pública, exaltada, segurando a filha e discutindo com vizinhos.
Em depoimento, a mulher admitiu que havia ingerido bebida alcoólica, mas negou as agressões. Ela afirmou que as acusações são consequência de desentendimentos com o ex-companheiro.
A Polícia Civil determinou a realização de escuta especializada do adolescente e exames de corpo de delito nas duas vítimas. O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar o caso.
As vítimas ficaram sob os cuidados do pai da mulher e avô do adolescente, que solicitou uma medida protetiva infantojuvenil contra a suspeita.
Após ser levada para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, a suspeita foi ouvida e liberada. O caso foi registrado como maus-tratos.