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Empresa de táxi aéreo lamenta acidente que matou piloto e pesquisadora alemã em Campo Grande
Por meio de nota, a Amapil disse colaborar com o Cenipa para as investigações do caso
Por meio de nota publicada nas redes sociais, a Amapil – UTI e Táxi Aéreo disse lamentar o acidente de avião que matou o piloto Henrique Martin e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff, ocorrido nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande, na manhã desta sexta-feira (3).
“Neste momento de imensa tristeza, a empresa manifesta solidariedade e as mais sinceras condolências aos familiares, amigos e pessoas próximas das vítimas, colocando-se à disposição para prestar todo apoio necessário”, detalhou.
Em continuação, explicou que há mais de 52 anos atua na aviação civil, sempre conduzindo suas operações com absoluto compromisso com a segurança, a manutenção de suas aeronaves e o rigor técnico exigido pela atividade.
“Desde os primeiros momentos, a Amapil vem colaborando integralmente com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e com as demais autoridades competentes, fornecendo todas as informações e o suporte necessários para apuração dos fatos”.
Acidente
Henrique pilotava uma aeronave Embraer EMB-810, de matrícula PT-WYQ. Na manhã de hoje, decolou com Lydia para o Pantanal quando o acidente aconteceu na região do Aeroporto Santa Maria. Os dois faleceram logo após o impacto com o solo e as árvores.
Os corpos foram retirados pelas equipes do Corpo de Bombeiros, que acompanhou e realizou buscas pela aeronave por horas após a queda.
No local, os destroços ficaram espalhados por cerca de 20 metros. Apesar da destruição, a aeronave não explodiu após o impacto, embora um forte cheiro de combustível tenha permanecido na área.
A principal hipótese investigada é que o piloto tentava retornar ao Aeroporto Santa Maria ou realizar um procedimento de pouso de emergência quando o avião caiu antes de alcançar a pista.
As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelos órgãos responsáveis.
Segundo consulta à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Embraer EMB-810 estava com situação regular de aeronavegabilidade, autorização para operar como táxi aéreo e Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 4 de junho de 2027.
Conforme o apurado pela reportagem, equipes do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) estão a caminho de Campo Grande para fazer as investigações a respeito das causas do acidente.
Por conta disso, a área deverá ficar isolada. Mais cedo, as equipes que atenderam a ocorrência identificaram que, apesar do cenário de destruição, a ‘caixa laranja’ da aeronave ficou intacta, o que irá auxiliar as equipes durante as investigações.