Campo Grande

há 2 horas

Moradores vivem entre poeira e lama na Travessa João Siufi (vídeo)

Água se acumula no fim da rua, gerando dificuldade para sair do local onde moram

12/07/2026 às 07:00 | Atualizado 10/07/2026 às 15:06 Sarai Brauna e Rebeca Ferro
Gabriel do Carmo

Para quem mora na Travessa João Siufi, em Campo Grande, a rotina muda conforme o tempo. Quando não chove, a poeira toma conta. Quando a chuva vem, a rua vira lama, os buracos aumentam e passar pelo local se torna um desafio.

A via é de terra, fica em uma baixada e recebe grande parte da água que desce de ruas próximas, como a Rua das Camélias. O resultado é sentido principalmente pelos moradores do fim da travessa, onde a água se acumula e dificulta a entrada e saída de casa.

O engenheiro Renato Rezende, de 37 anos, mora no local há quase três anos e diz que a situação sempre foi assim. “Sempre que chove, piora bastante. No dia que não está chovendo, a poeira toma conta e, quando chove, vira um barro gigantesco”, relatou.

Segundo ele, o trecho final da rua é um dos mais prejudicados, porque os carros precisam manobrar para voltar e acabam agravando ainda mais os buracos. Como é uma rua sem saída, a parte final da via é onde a água fica acumulada em dias de chuva.

Além da água da chuva que desce das ruas próximas, moradores relatam que o problema é agravado por áreas abertas e pontos de descarte na região. Mesmo em dias secos, a travessa já é difícil de atravessar por causa do entulho, dos buracos e da poeira. Em dias de chuva, o caminho fica quase impossível, principalmente para quem precisa passar a pé. “Toda a água desce para cá. A rua fica horrível. Se nem o asfalto aguenta, imagina aqui, que é rua de barro”, afirmou Renato.

Para os moradores, o sentimento é de abandono. Eles afirmam que convivem há anos com a mesma situação e pedem soluções simples, como patrolamento, limpeza, manutenção e melhorias na drenagem. Enquanto isso, quem vive na Travessa João Siufi segue tentando adaptar a rotina a uma rua que, a cada chuva, se transforma em lamaçal.

O que diz a Sisep

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) informa que a pavimentação da Travessa João Siufi não pôde ser executada porque o trecho exige, previamente, a implantação de um sistema de drenagem. Os estudos técnicos identificaram que, devido à configuração do terreno, seria necessária a implantação de uma rede de drenagem por meio de uma área de servidão, passando por imóveis particulares, para dar destino às águas que descem pelo trecho.

À época, foram realizadas tratativas com os proprietários dos imóveis envolvidos, inclusive com visitas presenciais da equipe técnica e do secretário municipal de Infraestrutura responsável pela pasta naquele período, para viabilizar a implantação da área de servidão. Entretanto, as autorizações necessárias não foram concedidas, inviabilizando a execução da intervenção.

Sem a drenagem, a pavimentação não pode ser executada, pois a ausência de um sistema adequado para o escoamento das águas comprometeria a durabilidade da obra.