Campo Grande

há 1 hora

Família precisa carregar carrinho de bebê para conseguir passar por rua do Jardim Moema (vídeo)

Em dias de chuva, criança chega a faltar à escola por falta de acesso

17/07/2026 às 07:00 | Atualizado 17/07/2026 às 08:09 Brenda Souza
Repórter Top

Moradores da Rua Filomena Segundo Nascimento, no Jardim Moema, em Campo Grande, precisam conviver diariamente com a rua completamente abandonada, cheia de buracos, mato alto e lixo espalhado pela via. A situação tem dificultado a rotina e, em alguns casos, impedido até o acesso a serviços de saúde e educação.

Uma moradora, que pediu para não ser identificada, contou à reportagem que o marido precisa carregar o carrinho do bebê até a esquina porque não consegue empurrá-lo pela rua.

"É revoltante. A gente não consegue sair de casa nem para levar o bebê ao médico. Meu esposo tem que carregar o carrinho até a esquina porque não tem como andar na rua", relatou.

Segundo ela, os problemas se agravam quando chove. O filho mais velho já deixou de ir à escola por falta de condições de passagem, e, durante a gravidez, ela afirma que perdeu consultas médicas porque não conseguia sair de casa.

"Quando estava gestante, perdi consultas porque não conseguia sair. Várias vezes também precisei esperar a chuva passar para conseguir ir trabalhar", disse.

A moradora afirma ainda que motoristas de aplicativo evitam entrar na rua devido às condições da via. Quando faz compras, a família precisa deixar o carro em uma rua próxima e transportar as sacolas a pé até a residência.

Em vídeos e fotos enviados à reportagem, é possível ver a dificuldade da família para atravessar a rua com um carrinho de bebê, em meio aos buracos e à falta de pavimentação.

Além dos problemas da Rua Filomena Segundo Nascimento, outras vias do bairro também estão ruins. "Várias ruas do bairro estão assim, mas a minha é a pior. Não dá para andar nem a pé", afirmou.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para falar sobre o assunto, mas, até a última atualização desta reportagem, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

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