Política

há 1 hora

Alvo do Gaeco por fraude na Saúde tinha revólver, munições e R$ 76 mil guardados em loja

Homem teria participação em esquema de fraudes em compras públicas

07/07/2026 às 17:30 | Atualizado 07/07/2026 às 17:35 Thiago de Souza e Brenda de Souza
Alvo da operação estava ausente - Reprodução MPMS e GSV

Policiais do Batalhão de Choque apreenderam, na tarde desta terça-feira (7), um revólver, farta munição e R$ 76 mil em espécie, em um endereço comercial, na Rua 13 de Maio, em Campo Grande. Tudo estava sem documentação e é atribuído a Adelto dos Santos Soares, 43 anos, que seria um dos alvos do Gaeco por suspeita de fraude contra a Saúde e Educação. 

Conforme o boletim de ocorrência, uma das  buscas ocorreu na sala de Adelto, que é diretor financeiro do imóvel, onde funciona uma loja de móveis. Porém, o alvo não estava no local e testemunhas acompanharam a varredura no endereço. 

Os militares encontraram um revólver calibre .38 marca Taurus, com acabamento niquelado e cabo de borracha preta. As munições e carregadores pertenciam a uma pistola calibre .9 mm, calibre .38, calibre .380 mm. 

Fraudes

A ação do Gaeco começou pela manhã e tem o objetivo de cumprir 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão. Um dos presos é o coordenador de Regulação Assistencial da Secretaria de Saúde de MS. Demais envolvidos são empresários que atuavam junto a servidores para fraudarem compras públicas. 

Esquema 

Operação do Gaeco, na manhã desta terça-feira (7), buscou prender 16 pessoas de uma quadrilha que fraudava licitações e pode ter desviado R$ 27 milhões da Saúde e na compra de livros em Campo Grande. 

O nome da investida policial é ''Gutenberg'' e também cumpre 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo e Abadiânia (GO). 

Ainda segundo divulgado pelo MPE-MS, o bando é suspeito de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e delitos associados. A quadrilha é instalada na Capital e tinha atuação espalhada. 

Outro destaque é a organização em núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. Eles cooptavam servidores públicos para direcionar compras públicas diretas, sem licitação de livros paradidáticos. Os valores desviados eram pulverizados a fim de ocultar a origem ilícita.