Política

há 1 hora

Presos juntos, pai e filho acumulam boates e loja de carros de luxo em Campo Grande

Familiares são suspeitos de integrarem quadrilha que desvia dinheiro da Saúde e Educação

08/07/2026 às 09:28 | Atualizado 08/07/2026 às 08:59 Thiago de Souza
Pai e filho comandam boates e loja de carros - Instagram

Dois dos presos em operação do Gaeco, nesta terça-feira (7), que mira fraude em compras na Saúde e Educação, são pai e filho, em Campo Grande: Paulo Rogério de Melo e Douglas Henrique de Melo ostentam duas boates famosas e loja de carros de luxo na Capital Morena. 

Paulo Rogério – o pai - aparece como sócio-administrador da Atalaia Eventos e Produções LTDA, razão social de uma tabacaria famosa na cidade, cujo nome fantasia é "Lord Pub". O mais novo – conforme divulga em rede social, aparece também como sócio de outra casa noturna famosa, chamada "O Irlandês Pub". 

Além de estarem no ramo do entretenimento, os presos também mantinham uma loja de veículos – muitos de luxo, na Avenida Afonso Pena. Um post de Douglas oferece uma Ram Page RT de 272 cavalos de potência e câmbio de nove marchas. 

Douglas, o filho, também exibe motocicletas de alta cilindrada nas redes, além de outros veículos. No site da Justiça consta que ele tem audiência de custódia marcada para a manhã desta quarta-feira (8), no Fórum de Campo Grande. O nome do pai não aparece no registro. O espaço está aberto para manifestação dos envolvidos. 

Douglas aparece como sócio de um pub na Capital (Foto: Reprodução Instagram)

Esquema 

Operação do Gaeco, na manhã desta terça-feira (7), buscou prender 16 pessoas de uma quadrilha que fraudava licitações e pode ter desviado R$ 27 milhões da Saúde e na compra de livros em Campo Grande. 

O nome da investida policial é ''Gutenberg'' e também cumpre 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo e Abadiânia (GO). 

Ainda segundo divulgado pelo MPE-MS, o bando é suspeito de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e delitos associados. A quadrilha é instalada na Capital e tinha atuação espalhada. 
Outro destaque é a organização em núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. Eles cooptavam servidores públicos para direcionar compras públicas diretas, sem licitação de livros paradidáticos. Os valores desviados eram pulverizados a fim de ocultar a origem ilícita.