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há 1 hora

Polícia achou arma, munição e dinheiro em clínica de filha de ex-chefão da SES

Local pertence também ao sócio dela, que segue desaparecido

08/07/2026 às 17:52 | Atualizado 08/07/2026 às 17:48 Thiago de Souza
Armas estavam no mesmo endereço de clínica - Reprodução Instagram e site Gov MS

Arma, munições e dinheiro em R$ 76 mil em espécie, localizados pelo Gaeco, nesta terça-feira, estavam em um endereço cadastrado como matriz da clínica que pertence a Jessyca Burgatt, na Rua 13 de Maio, em Campo Grande.  Ela é filha do ex-coordenador de Regulação Assistencial da Secretaria Estadual de Saúde, Ed Carlo Burgatt. 

Tanto o pai quanto a filha já estavam presos quando policiais do Choque foram cumprir mandado, na parte da tarde, por determinação do Ministério Público Estadual. O endereço consta no site do plano de saúde de Jéssyca, no número 1195. 

Endereço consta como sendo de clínica de filha de ex-coordenador da SES (Foto: site Capital Saúde)

O achado do material ilegal foi feito na sala de Adelto dos Santos Soares, 43 anos, que consta como sócio de Jessyca na Capital Saúde LTDA. Os militares encontraram um revólver calibre .38 marca Taurus, com acabamento niquelado e cabo de borracha preta. As munições e carregadores pertenciam a uma pistola calibre .9 mm, calibre .38, calibre .380 mm.

O suspeito não estava no local e todo o material foi apreendido, já que ninguém apresentou porte ou posse do armamento. Ela é sócia em outros empreendimentos. O espaço está aberto para manifestação da defesa, que  foi acionada pelo TopMídiaNews.

Grave

Dos fatos revelados até o momento sobre a operação, o mais grave é atribuído a Ed Carlo Burgatt. A função dele seria autorizar ou não a regulação de pacientes de secretarias municipais de saúde para hospitais regionais de MS, inclusive o HR de Campo Grande. Porém, a suspeita é que as liberações de leitos só eram feitas se algumas prefeituras do interior contratassem serviços de determinadas empresas sem licitação. Ou seja, extorsão. 

Ed Carlo é suspeito de liberar leitos em troca de vantagens (Foto: Redes sociais)

Esquema

Operação do Gaeco, na manhã desta terça-feira (7), buscou prender 16 pessoas de uma quadrilha que fraudava licitações e pode ter desviado R$ 27 milhões da Saúde e na compra de livros em Campo Grande. 

O nome da investida policial é ''Gutenberg'' e também cumpre 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo e Abadiânia (GO). 

Ainda segundo divulgado pelo MPE-MS, o bando é suspeito de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro e delitos associados. A quadrilha é instalada na Capital e tinha atuação espalhada. 

Outro destaque é a organização em núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso. Eles cooptavam servidores públicos para direcionar compras públicas diretas, sem licitação de livros paradidáticos. Os valores desviados eram pulverizados a fim de ocultar a origem ilícita.