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Escola municipal é fiscalizada por suspeita de intoxicação alimentar em alunos Coophatrabalho
Mães fizeram vídeos dos relatos dos filhos sobre a situação da comida oferecida aos estudantes
A suspeita de casos de intoxicação alimentar entre alunos da Escola Municipal Hilda de Souza Ferreira, na região da Coophatrabalho, em Campo Grande, mobilizou famílias e levou à realização de uma fiscalização na unidade escolar na quarta-feira (8). Os relatos tiveram início na terça-feira (7), quando estudantes passaram mal após o período de aulas.
Segundo mães de alunos, algumas crianças apresentaram sintomas como fortes dores no estômago e episódios de vômito. Os familiares gravaram relatos das crianças contando sobre a alimentação servida na escola.
Durante a fiscalização, foram verificadas as condições da alimentação escolar e da estrutura utilizada para o preparo das refeições. Também foram solicitadas informações e documentos para auxiliar na apuração dos fatos.
Após receber os relatos das famílias, o vereador Maicon Nogueira (PP) realizou uma fiscalização na unidade escolar na quarta-feira (8). Durante a visita, foram verificadas as condições da alimentação escolar e da estrutura utilizada para o preparo das refeições, além da solicitação de documentos para subsidiar a apuração do caso.
Segundo ele, a unidade enfrenta dificuldades que precisam ser avaliadas pela Semed (Secretaria Municipal de Educação).
Conforme informado durante a fiscalização, a merendeira estaria trabalhando sozinha há cerca de 15 dias e relatou limitações na estrutura disponível para o preparo e armazenamento dos alimentos.
“A senhora sem condições de trabalho não consegue atender da forma que precisa. Quem cuida da alimentação das nossas crianças também precisa ter estrutura e apoio”, afirmou Maicon.
O vereador também destacou que profissionais da limpeza estariam auxiliando a merendeira diante da situação.
A reportagem entrou em contato com a Semed referente aos relatos e suspeita de intoxicação para saber como será acompanhado o caso e aguarda retorno.
Em resposta a secretaria diz que não há, até o presente momento, qualquer confirmação de ocorrência de contaminação alimentar na escola.
"As informações que vêm sendo divulgadas sobre a suposta relação entre a alimentação escolar e os sintomas apresentados por alguns estudantes não encontram, até o momento, respaldo em evidências técnicas ou laudos conclusivos que permitam estabelecer nexo causal entre os fatos. Desde que tomou conhecimento da situação, a SEMED, por meio da Superintendência de Alimentação Escolar, adotou as medidas administrativas cabíveis e acompanha o caso em conjunto com a direção da unidade escolar e os órgãos competentes, visando à completa apuração dos fatos. A Secretaria reitera que qualquer manifestação conclusiva acerca da origem dos sintomas depende da análise técnica dos órgãos competentes, razão pela qual não é possível atribuir, neste momento, a causa à alimentação escolar", diz a nota.
*Matéria alterada às 10h41 para acréscimo da resposta da Semed