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'Estava com gosto de vômito', diz aluna sobre merenda escolar após suspeita de intoxicação (vídeo)

Crianças descreveram cheiro e sabor do alimento antes dos casos de mal-estar registrados na Escola Municipal Hilda de Souza Ferreira

09/07/2026 às 15:00 | Atualizado 09/07/2026 às 10:41 Dayane Medina
Repórter Top

Pais dos alunos da Escola Municipal Hilda de Souza Ferreira gravaram relatos dos filhos sobre a situação da merenda escolar oferecida as crianças, depois de alguns deles passarem mal com suspeita de intoxicação alimentar, no Coophatrabalho em Campo Grande. Em vídeos que o TopMídiaNews recebeu, crianças descrevem o cheiro e o gosto da comida servida na terça-feira (7).

Em um dos vídeos, uma das alunas contou que percebeu algo diferente logo na primeira garfada do macarrão com carne moída servido no almoço.

"Na primeira mordida, eu percebi que estava com um cheiro muito ruim e com um gosto também que não era de macarrão. O cheiro que eu estava sentindo era o gosto que estava na minha boca", diz a menina.

Segundo a estudante, outras crianças também reclamaram da refeição e procuraram funcionários da escola. Ela afirma que, diante das reclamações, outra opção de almoço foi oferecida.

"Todo mundo começou a ir lá na cozinha reclamar. A tia perguntou se a gente queria comer outra coisa e ofereceu arroz, feijão e ovo, porque estava muito ruim."

Em outro vídeo encaminhado ao TopMídiaNews, uma aluna relata que não conseguiu terminar a refeição por causa do sabor da comida.

"O macarrão não estava com gosto de macarrão. Estava com gosto de vômito. Não estava com gosto bom."

Ela também afirmou que uma colega passou mal após tentar se alimentar.

"A filha da professora falou que não conseguiu comer e ficou com vômito também. Ficou tossindo e não estava conseguindo comer", detalha a outra aluna.

Já um terceiro estudante descreveu o sabor da merenda naquele dia. "Estava ruim, estava podre. Eu comi um pouco e estava ruim".

Os vídeos encaminhados ao TopMídiaNews vieram à tona após famílias denunciarem que estudantes passaram mal depois da alimentação servida na escola.

Na quarta-feira (8), a unidade recebeu uma fiscalização para verificar as condições da alimentação escolar e da estrutura utilizada no preparo das refeições.

Durante a visita, também foram apontadas dificuldades enfrentadas pela equipe responsável pela merenda. Conforme relatado na fiscalização, a escola conta atualmente com apenas uma merendeira, que estaria trabalhando sozinha há cerca de 15 dias e teria relatado limitações na estrutura disponível para o preparo e armazenamento dos alimentos.

Em resposta a secretaria diz que não há, até o presente momento, qualquer confirmação de ocorrência de contaminação alimentar na escola.

"As informações que vêm sendo divulgadas sobre a suposta relação entre a alimentação escolar e os sintomas apresentados por alguns estudantes não encontram, até o momento, respaldo em evidências técnicas ou laudos conclusivos que permitam estabelecer nexo causal entre os fatos. Desde que tomou conhecimento da situação, a SEMED, por meio da Superintendência de Alimentação Escolar, adotou as medidas administrativas cabíveis e acompanha o caso em conjunto com a direção da unidade escolar e os órgãos competentes, visando à completa apuração dos fatos. A Secretaria reitera que qualquer manifestação conclusiva acerca da origem dos sintomas depende da análise técnica dos órgãos competentes, razão pela qual não é possível atribuir, neste momento, a causa à alimentação escolar", diz a nota.

 

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