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Na Lata: Dia D de protesto contra Cassems fracassa em Campo Grande

Diante da matemática implacável do déficit, manifestação esbarrou na realidade de que o plano ainda é, de longe, o melhor negócio para o servidor

10/07/2026 às 11:08 | Atualizado 10/07/2026 às 11:08 TopMídiaNews
Repórter Top

A tentativa de mobilização contra o recente reajuste anunciado pela Cassems terminou em um previsível fracasso. O motivo da baixa adesão e da falta de eco nas ruas é simples e direto: não se briga com a matemática. Quando a indignação inicial cede lugar à análise dos fatos, fica evidente que o ajuste não é um capricho da operadora, que permanece sendo a mais vantajosa para o servidor público de MS.

O anúncio da contribuição fixa de R$ 450 para cônjuges dos beneficiários apenas reequilibrou o jogo. Nos últimos 12 meses, os cônjuges arrecadaram cerca de R$ 61 milhões, mas consumiram mais de R$ 250 milhões em despesas assistenciais. Isso representa um rombo de R$ 189 milhões. Na prática, para cada R$ 1 arrecadado por este grupo, a operadora precisou desembolsar R$ 4,08. Que sistema de saúde no mundo consegue se manter de pé com uma equação dessas?

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