há 56 minutos
Adjunta denuncia diretor escolar por impedir acesso à coordenação por rixa eleitoral (vídeo)
Segundo o advogado, a adjunta estaria impedida de exercer funções pelo próprio diretor e já levou o caso à Semed
A diretora-adjunta da Escola Municipal Professora Ione Catarina Gianotti Igydio, no bairro Noroeste, estaria sendo impedida de exercer suas funções após, segundo ela, o diretor da instituição trocar a fechadura da sala utilizada pela gestão da escola, em Campo Grande. A situação teria ocorrido após divergências entre os dois nos últimos meses.
Representada pelo advogado Joaquim Soares de Oliveira Neto, a adjunta denuncia que vem enfrentando uma série de restrições dentro da escola, inclusive sendo proibida de entrar na sala da direção e ter contato com os alunos e os pais.
De acordo com a defesa, a servidora estaria impedida de acessar a sala da direção, onde exercia suas atividades administrativas.
"Há cerca de 4 meses ela vem sofrendo esse assédio. Ele a proíbe ela de circular na escola, de entrar em sala de aula e, agora, trocou a fechadura da sala e não permite que ela trabalhe no local", disse o advogado.
Ainda conforme o advogado, sem acesso ao espaço, a gestora passou a desempenhar parte de suas atividades na sala dos professores.
"Existe um processo na Semed, mas nada foi feito. Hoje ela está trabalhando na sala dos professores porque simplesmente não permitem que ela exerça as funções dela na sala da direção", declara.
Segundo Joaquim, os conflitos teriam começado após divergências relacionadas à forma de gestão da unidade escolar. A defesa afirma que a adjunta não pretendia participar da eleição para a direção da escola na chapa do atual diretor e se candidataria como titular à vaga, situação que teria motivado as restrições ao exercício de suas funções.
"A adjunta estava afastada das atividades para tratamento de um câncer e, quando retornou, por não concordar com a administração do diretor e tentar se eleger sozinha, começou a perseguição", diz.
A reportagem entrou em contato com a Semed (Secretaria Municipal de Educação), que informou ter conhecimento dos fatos relatados e que instaurou uma sindicância para apurar as circunstâncias do caso.
"O procedimento está em andamento e todas as informações serão devidamente analisadas, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa", diz a secretaria.
O espaço fica aberto para posicionamento do diretor da unidade escolar, que não foi localizado pela reportagem.