há 58 minutos
Ex-chefão da Saúde foi para boate da Afonso Pena comemorar pagamento de R$ 50 mil: 'merecemos'
Durante as conversas, eles diziam estar 'apertados' e agora, além de ricos, seriam 'milionários'
Mensagens trocadas entre Ed Carlo Britto Burgatt e Gabriel Taquino de Paula, investigados na Operação Gutenberg, aponta que eles combinaram de ir comemorar em uma conhecida casa noturna de Campo Grande logo após receber R$ 50 mil provenientes de recursos movimentados pela Editora Avante, no esquema que desviou mais de R$ 27 milhões dos cofres públicos.
De acordo com o relatório, em 2 de agosto de 2022, a Editora Avante recebeu dois repasses da Prefeitura de Miranda, por meio do Fundo Municipal de Educação, nos valores de R$ 241.150,00 e R$ 803.205,00 totalizando mais de R$ 1 milhão.
Ainda conforme a investigação, no mesmo dia, Jessyca Duarte Burgatt, filha de Ed Carlo Burgatt, recebeu duas transferências da Editora Avante que somaram R$ 52 mil. Na sequência, ela teria transferido R$ 50 mil via Pix para Ed Carlo.
As movimentações financeiras coincidem com uma conversa registrada naquela noite entre Ed Carlo e Gabriel Taquino.
Antes mesmo da confirmação dos repasses, Ed Carlo disse que iria ‘tomar uma’ pois merecia depois de todo trabalho para conseguir o dinheiro.
"Vou na Valley comemorar. Só tomar um banho e voltar.", a mensagem foi respondida com uma de satisfação pessoal de Gabriel que disse: "É gostoso ganhar R$ 50 mil assim."
E Ed Carlo então respondeu: "Quem falar que não gosta tem que ser crucificado."
O relatório sustenta que Ed Carlo e Gabriel Taquino atuavam em conjunto para intermediar a venda de materiais da Editora Avante a municípios sul-mato-grossenses, com o objetivo de obter vantagens financeiras decorrentes das contratações públicas.
Para conseguir os contratos sem licitação, eles trocavam vagas em hospitais e transferências hospitalares como barganha.