há 23 horas
Chefe de base da GCM é suspeito de trocar serviços particulares por folgas de subordinados
Os guardas, beneficiados por esse 'trabalho por fora', estariam acostumados com a situação
Um suposto esquema de troca de serviços particulares por folgas na Base Anhanduizinho da GCM (Guarda Civil Metropolitana) estaria impactando a rotina e a segurança da região em Campo Grande.
Segundo relatos encaminhados ao TopMídiaNews, os benefícios seriam concedidos pelo gestor da unidade e, posteriormente, os servidores registrariam presença nas folhas de frequência como se tivessem trabalhado normalmente, o que pode configurar crime de peculato e fraude contra a administração pública.
A denúncia aponta que o gestor solicitava serviços particulares, como reformas, pintura, manutenção de eletrodomésticos e consertos de veículos, aproveitando-se de que havia guardas com essas profissões.
"Na Guarda tem pedreiro, eletricista, pintor, técnico de refrigeração. Ele chamava esses servidores para fazer serviço na casa dele. Em vez de pagar em dinheiro, pagava com folgas", afirmou.
(Repórter Top)
De acordo com o relato, os dias de folga não eram registrados oficialmente. Nos dias em que o servidor deixava de trabalhar, seu nome não constava no livro de ocorrências da base, documento que registra diariamente as equipes em serviço. Entretanto, segundo o denunciante, na folha mensal de frequência, esses mesmos dias eram lançados como se o guarda tivesse comparecido ao trabalho.
"O guarda não ia trabalhar, mas depois assinava a folha como se tivesse ido. Quem acabava pagando por esse serviço particular era a própria prefeitura e a população, porque é o dinheiro público que arca com as despesas. O pessoal já se acostumou tanto que até criaram figurinhas do gestor fazendo brincadeira com a situação. Virou algo normal", afirmou.
O denunciante também alega que servidores do setor administrativo da base teriam conhecimento da suposta irregularidade.
"É só pegar o livro do dia e comparar com a folha de frequência. Vai aparecer guarda que recebeu como se tivesse trabalhado, mas nem estava escalado. Porém, nada é verificado pela prefeitura e fica por isso mesmo", afirmou.
A reportagem procurou a prefeitura para falar sobre o assunto, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.