há 39 minutos
Campo Grande precisa de mais recurso federal para crescer de verdade, avalia Reinaldo
Pré-candidato ao Senado destaca importância do Congresso para conseguir recursos
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PSDB), avalia que Campo Grande ainda cresce abaixo do potencial e atribui parte desse cenário à baixa participação do Governo Federal em investimentos estruturantes destinados à Capital.
Às vésperas dos 127 anos de Campo Grande, que serão comemorados em agosto, Reinaldo destaca que o município possui atualmente 963 mil habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e afirma que a cidade precisa de um novo modelo de distribuição de recursos públicos para acelerar o desenvolvimento.
Segundo o ex-governador, durante os oito anos de sua gestão, entre 2015 e 2022, o Governo do Estado destinou mais de R$ 2,2 bilhões em obras e ações para Campo Grande, contemplando áreas como saúde, infraestrutura, habitação, educação, turismo e segurança pública.
Na saúde, conforme os dados apresentados por Reinaldo, os investimentos ultrapassaram R$ 900 milhões. Entre as principais entregas estão a conclusão do Hospital do Trauma, cuja obra permaneceu paralisada por mais de duas décadas, e a ampliação do Hospital de Câncer Alfredo Abrão, que recebeu R$ 16,6 milhões para expansão da estrutura. Com isso, a rede hospitalar da Capital passou a contar com 1.562 leitos entre unidades clínicas, cirúrgicas e de terapia intensiva.
Na infraestrutura urbana, os investimentos somaram R$ 673,3 milhões, incluindo obras como a duplicação da Avenida dos Cafezais, intervenções na Avenida Euler de Azevedo, recapeamento da Avenida Mato Grosso, novo acesso às Moreninhas, pavimentação no Núcleo Industrial de Indubrasil, recuperação da MS-040 e urbanização dos córregos Bálsamo, Segredo e Taquaral.
A área habitacional recebeu R$ 394,3 milhões, resultando na construção de 5.030 moradias, além da entrega de 2.985 títulos de regularização fundiária.
Na educação, praticamente todas as escolas estaduais de Campo Grande passaram por reformas, ampliações ou manutenção durante a gestão. A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) também ganhou uma nova unidade na Capital, construída com investimento de R$ 13,9 milhões.
Outro empreendimento destacado por Reinaldo foi a conclusão do Bioparque Pantanal, antigo Aquário do Pantanal. Segundo ele, foram investidos R$ 230 milhões para finalizar a obra, que estava interrompida havia 11 anos e atualmente é considerada o maior aquário de água doce do mundo, tendo recebido mais de 1,5 milhão de visitantes de 142 países.
Na segurança pública, os aportes chegaram a R$ 106,8 milhões, com a entrega de 229 viaturas, duas aeronaves, sete embarcações para o Corpo de Bombeiros e investimentos no programa MS Mais Seguro.
Apesar do volume de investimentos estaduais, Reinaldo afirma que Campo Grande depende de uma participação mais robusta da União para avançar em projetos de mobilidade, saneamento e infraestrutura urbana, sobretudo diante das oportunidades econômicas que devem surgir com a consolidação da Rota Bioceânica.
"Fizemos a nossa parte. Foram oito anos de trabalho intenso para devolver a Campo Grande a infraestrutura, a dignidade e os serviços que a população merece. Mas a cidade não vai crescer só com recursos estaduais. Precisamos de um Novo Pacto Federativo, que tire de Brasília a concentração de recursos — hoje a União fica com cerca de 58% de tudo que se arrecada — e leve mais dinheiro para onde as pessoas realmente vivem", afirmou Reinaldo Azambuja.
O ex-governador também defendeu o fortalecimento da representação de Mato Grosso do Sul no Senado para ampliar a destinação de recursos aos municípios.
"Para reverter esse quadro, é preciso um parlamento forte no Senado, que direcione mais recursos para as cidades, onde as pessoas vivem, e menos para os gabinetes de Ministérios de Brasília, onde a gastança desenfreada está conduzindo o país a uma crise econômica sem precedentes", concluiu.