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Aprovados em concursos da segurança pública fazem ato com doação de sangue e cobram nomeações em MS
Candidatos aprovados nos concursos da Polícia Civil, Polícia Legislativa e Sejusp afirmam que aguardam convocação desde março
Aprovados em concursos públicos da área de segurança de Mato Grosso do Sul realizaram, neste sábado (18), um ato com doação de sangue para chamar atenção para a demora nas nomeações e pedir agilidade no processo de convocação. O concurso para agentes socioeducativos foi homologado em 31 de março, conforme publicação no Diário Oficial do Estado. Os candidatos aguardam agora um posicionamento sobre o cronograma de nomeações.
A mobilização reuniu candidatos dos concursos da Polícia Civil, Polícia Legislativa e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública. Segundo os participantes, cerca de 45% dos aprovados são de outras cidades de Mato Grosso do Sul ou de outros estados e muitos deixaram empregos e cargos públicos após a expectativa de uma convocação mais rápida.
“Quando a gente passou, muitas pessoas se organizaram acreditando que a convocação seria mais rápida. Teve gente que pediu exoneração, saiu de emprego, mudou de cidade e hoje está esperando uma definição”, relatou uma das participantes.
Além da cobrança pela nomeação, os aprovados destacaram o déficit de servidores nas áreas de segurança pública. Segundo eles, mesmo com a convocação dos candidatos já aprovados, o número ainda não será suficiente para atender à demanda do Estado.
Na Polícia Civil, os representantes afirmam que existem aproximadamente 850 cargos vagos para investigadores e 250 para escrivães. Conforme os candidatos, o concurso deve convocar inicialmente cerca de 330 investigadores e 110 escrivães, número considerado insuficiente diante da necessidade atual.
A situação das unidades socioeducativas também foi citada durante a manifestação. Candidatos aprovados para o setor afirmam que há falta de servidores e que algumas unidades operam abaixo da capacidade.
“Tem muita gente que não conhece o nosso trabalho. O agente socioeducativo não é quem prende o adolescente. O nosso papel é pedagógico, é trabalhar para que esse jovem seja reinserido na sociedade. Cada adolescente que consegue ser ressocializado é menos uma pessoa em situação de risco nas ruas”, afirmou uma candidata aprovada para a área.
Segundo os dados apresentados pelos candidatos, o concurso para agentes socioeducativos teve 68 pessoas formadas, 150 remanescentes e 268 vagas disponíveis. Já para analista socioeducativo foram 22 formados, 76 remanescentes e 41 vagas.
Durante o ato, os participantes frisaram a importância da doação de sangue neste ato. “A gente está na área da segurança pública e já quer fazer a diferença antes de entrar em exercício. Uma doação pode salvar até quatro vidas”, disse uma das aprovadas.