Polícia

há 20 horas

Horas antes de ser morto, adolescente disse à tia que estava jurado de morte na Nhanhá (vídeo)

Ele revelou que estava sendo ameaçado por causa de dívida relacionada às drogas e foi aconselhado a deixar o bairro

20/07/2026 às 11:00 | Atualizado 20/07/2026 às 15:26 Brenda Souza e Méri Oliveira
Gabriel do Carmo

O adolescente de 16 anos, assassinado com 12 tiros enquanto dormia na madrugada desta segunda-feira (20), no Jardim Nhanhá, em Campo Grande, havia contado à família que estava jurado de morte.

Conforme o apurado pela reportagem no local do crime, uma tia do jovem detalhou que, no fim da tarde de domingo (19), estava conversando com ele e foi informada de que o menor estava sendo ameaçado por pessoas para quem devia dinheiro relacionado ao uso de drogas.

"Ele falou para mim: 'Tia, estão querendo me matar'", contou a familiar.

Diante da revelação, ela disse que orientou o sobrinho a deixar o bairro imediatamente. "Eu falei para ele pedir para a mãe levá-lo para uma chácara onde mora outra tia. Disse para ele ir embora, largar as drogas e mudar de vida."

Segundo a mulher, o adolescente chegou a admitir que tinha dívidas com traficantes. O plano era que ele deixasse a região já nesta segunda-feira, mas, durante a madrugada, acabou sendo morto antes que pudesse sair.

A situação deixou a família do adolescente revoltada no local. Eles não chegaram a falar com a imprensa.

Assassinato

De acordo com o boletim de ocorrência, o adolescente estava dormindo no sofá da casa onde morava quando um homem chegou ao imóvel em uma motocicleta Honda Biz.

Testemunhas relataram que o suspeito entrou pelo portão, foi até a sala da residência e efetuou diversos disparos contra o jovem, que morreu ainda no local.

A perícia recolheu 11 cápsulas de munição na cena do crime. Conforme a investigação, a vítima foi atingida por 12 tiros.

Outro adolescente que dormia na residência afirmou à polícia que não conseguiu identificar o autor dos disparos. Ele contou apenas que a vítima havia se envolvido em uma briga dias antes do homicídio.

O caso é investigado pela Polícia Civil.