Polícia

há 16 horas

Casa de Umbanda é apedrejada ao término de sessão em Dourados

Proprietária do local relatou que não seria a primeira vez

20/07/2026 às 16:30 | Atualizado 20/07/2026 às 15:39 Carol Rampi
Foto Ilustrativa - Alice Assis

Uma mulher denunciou nesta segunda-feira (20) sucessivos ataques à sua residência, onde funciona uma Casa de Umbanda, centro religioso da cultura afro-brasileira, no bairro Vila Santa Catarina, em Dourados, município a 235 quilômetros de Campo Grande. 

A vítima relatou que, em diversas ocasiões, ao término das sessões de culto, o imóvel foi alvejado por pedras. Durante os episódios, uma televisão chegou a ser atingida por uma pedra, resultando em danos ao eletroeletrônico, conforme informações do portal Dourados News.

A vítima informou também à polícia que residências vizinhas chegaram a ser atingidas, no entanto, o alvo principal dos arremessos seria a casa dela. Ainda conforme a ocorrência, a vítima mora sozinha no local.

O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) como dano e ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo. As investigações devem ficar sob responsabilidade do 2º DP (Distrito Policial).

Em Campo Grande

Este é o segundo caso de intolerância religiosa em Mato Grosso do Sul em menos de 24 horas. Um grupo religioso denunciou neste domingo (19) um episódio de intolerância religiosa ocorrido durante a realização de um ritual em uma encruzilhada localizada no bairro Chácara dos Poderes, em Campo Grande.

Segundo o relato dos participantes, um homem parou o veículo no local, desceu e passou a questionar a realização da cerimônia, afirmando ser contrário à prática, que classificou como "macumba e feitiçaria".

De acordo com os integrantes do grupo, enquanto o ritual umbandista seguia, alguns membros tentaram dialogar com o homem na tentativa de convencê-lo a respeitar a celebração e deixar o local. No entanto, conforme a denúncia, ele teria persistido nas ofensas e apagado velas que faziam parte dos elementos litúrgicos utilizados na cerimônia. 

Ainda segundo o relato, diante da continuidade da situação, o ritual precisou ser interrompido. O caso foi divulgado nas redes sociais pelos participantes, que classificaram a ação como um ato de intolerância e racismo religioso.