há 16 horas
Reinaldo Azambuja defende retomada de obras federais paralisadas
Como exemplo, o pré-candidato ao Senado usou a construção do Hospital do Trauma em Campo Grande, finalizada no seu governo
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL), defendeu que o Governo Federal priorize a conclusão de obras públicas paralisadas no país. Ao tratar do tema, ele citou como exemplo o Hospital do Trauma de Campo Grande, cuja construção ficou interrompida por cerca de 20 anos antes de ser concluída durante sua gestão.
Segundo Reinaldo, o hospital demonstra que empreendimentos considerados inviáveis podem ser retomados quando há planejamento e gestão. Atualmente, a unidade atende casos de urgência e emergência e conta com 130 leitos, centro cirúrgico e UTI.
"O Hospital do Trauma é a prova de que não faltam recursos nem projetos — falta vontade política e capacidade de gestão. Em Mato Grosso do Sul, pegamos uma obra esquecida há duas décadas, concluímos e hoje ela salva vidas. O Governo Federal precisa fazer o mesmo com as 11 mil obras que começou e não terminou", afirmou.
A declaração foi feita ao comentar o número de obras federais paralisadas no Brasil. De acordo com dados citados pelo ex-governador, o país possui entre 11.469 e 11.900 empreendimentos inacabados, o que representa cerca de metade dos contratos em execução. Ainda conforme os números apresentados, essas obras já consumiram entre R$ 9 bilhões e R$ 15,9 bilhões em recursos públicos, enquanto a conclusão exigiria investimentos superiores a R$ 20 bilhões.
Reinaldo também mencionou projetos de grande porte que enfrentam atrasos, como a Ferrovia Transnordestina e a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Para ele, a demora na execução dessas obras provoca prejuízos econômicos e compromete a entrega de serviços e infraestrutura à população.
Pré-candidato ao Senado nas eleições deste ano, o ex-governador afirmou que uma das funções da Casa é fiscalizar a execução das obras financiadas com recursos federais e cobrar maior eficiência do governo na aplicação do dinheiro público.
"O dinheiro público não é do governo, é do povo, e o povo merece respeito", disse.