Campo Grande

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Empresa paralisa obras e moradores do Bosque das Araras ficam no prejuízo: 'virou calamidade'

Sem trabalho no local, as equipes deixaram várias montanhas de terra, o que tem dificultado a vida de quem precisa passar pelo local

27/07/2026 às 17:00 | Atualizado 27/07/2026 às 12:02 Brenda Souza
Repórter Top

As obras de pavimentação e drenagem da primeira etapa do bairro estão paradas e têm causado uma série de transtornos para os moradores do Bosque das Araras, em Campo Grande. Por conta dos trabalhos, as ruas foram abertas para a execução dos serviços, mas acabaram abandonadas, deixando trechos sem asfalto, com aterros e de difícil acesso.

A moradora Josiane da Silva Lopes afirma que a situação se arrasta desde o início das obras e piorou nos últimos meses. "Quero que divulguem porque o bairro virou uma calamidade. A obra está parada e quem sofre somos nós, moradores", disse.

De acordo com ela, a Rua Antônio Corrêa da Silva, que integra a primeira etapa do projeto, está tomada por aterros e não recebeu a pavimentação prevista. Já outra via que possuía asfalto teve o pavimento retirado para a implantação da drenagem e, desde então, permanece sem qualquer recuperação.

"Essa rua era asfaltada. Eles arrancaram o asfalto para fazer a drenagem e largaram desse jeito. Hoje não existe mais asfalto", relata.

Ainda conforme a moradora, funcionários da obra informaram que estariam há cerca de dois meses sem receber salários e que os serviços teriam sido interrompidos por falta de pagamento da empresa contratada.

Outro motivo de preocupação dos moradores é a possibilidade de a Rua Antônio Corrêa da Silva só receber o acabamento após a conclusão de uma segunda etapa da obra.

"Disseram que só vão terminar essa rua quando concluírem a segunda etapa. Não é justo deixar quem mora aqui convivendo com essa situação", afirmou.

Obra já teve troca de empreiteira

A pavimentação do Bosque das Araras já enfrenta atrasos desde a gestão da empresa anterior. Em outubro de 2025, a Prefeitura de Campo Grande contratou a DMP Construções Ltda. para concluir a infraestrutura urbana da etapa A do bairro, após o abandono da obra pela antiga empreiteira.

O contrato, no valor de R$ 4,78 milhões, prevê a execução de pavimentação asfáltica e drenagem em dez ruas, entre elas a Antônio Corrêa da Silva, Amanda Gomes, Margarida Neder, Celse Setti, Julinho Borges e Artur de Barros. O prazo para conclusão dos serviços é de 270 dias consecutivos, contados a partir da ordem de serviço.

Os recursos utilizados são provenientes de convênio federal firmado por meio do então Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

Sem ter a quem recorrer, os moradores procuraram a Câmara de Vereadores de Campo Grande, quando tiveram um ofício protocolado na Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), solicitando esclarecimentos sobre o andamento da obra.

O documento questiona os motivos da interrupção dos serviços, a situação atual do contrato, a previsão para conclusão das obras e quais medidas estão sendo adotadas para reduzir os transtornos enfrentados pelos moradores.

"Queremos uma resposta e que a obra seja retomada. Essa já é a segunda empresa contratada para executar o serviço e os moradores continuam convivendo com ruas destruídas", afirmou.

A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande e a Sisep para saber o motivo da paralisação dos serviços, se há pendências de pagamento com a empresa responsável e qual é a previsão para retomada e conclusão das obras. O espaço permanece aberto para manifestação.

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