Campo Grande

há 2 horas

Obra abandonada de praça vira alvo de vandalismo e preocupa moradores do Serra Azul (vídeo)

O espaço iria servir como um centro comunitário, com pista de skate e quadra para esportes

27/07/2026 às 19:00 | Atualizado 27/07/2026 às 12:03 Brenda Souza
Repórter Top

O que era para ser um espaço de lazer, esporte e convivência para os moradores do Bairro Serra Azul acabou se transformando em um cenário de abandono. Com as obras paralisadas, a Praça da Juventude, localizada na Rua Rio Brilhante, esquina com a Rua Serra Azul e a Travessa Serra Alta, em Campo Grande, tem sido alvo de depredação e, segundo moradores, passou a ser ocupada por usuários de drogas.

Moradores da região relataram que o avanço da deterioração da estrutura e o sentimento de insegurança provocado pelo abandono do local.

"Quero mostrar um pouco da situação da obra, tudo acabado", afirmou uma moradora. Segundo ele, o espaço "virou moradia de usuários de drogas" e o prédio, que seria destinado a um centro comunitário, nunca chegou a ser entregue à população.

Vídeos enviados à reportagem mostram o estado da construção. Nas imagens, é possível ver vidros quebrados, forros arrancados, paredes pichadas e o mato alto tomando conta da área.

Além do aspecto visual, moradores afirmam que o abandono favoreceu a ocupação irregular do imóvel, aumentando a preocupação com a segurança de quem vive nas proximidades.

“Não terminam. Não tem segurança e ninguém fica aqui cuidando. Desde que parou de novo essa obra, tem sido esse caos”, detalhou.

A paralisação da obra ocorreu após a Prefeitura de Campo Grande rescindir unilateralmente o contrato com a empresa Campana & Gomes Engenharia Ltda., responsável pela execução da Praça da Juventude. A decisão foi formalizada em 13 de outubro de 2025, com base no artigo 79, inciso I, da Lei Federal nº 8.666/93.

Conforme a publicação oficial, a empresa teve reconhecido o direito ao recebimento de R$ 365.797,13, referentes à 21ª e 22ª medições contratuais, além de R$ 35.701,80 relativos aos reajustes dessas medições.

Com o encerramento do contrato, a prefeitura informou, à época, que a obra passaria por novas definições quanto à continuidade dos trabalhos ou à contratação de uma nova empresa para concluir o empreendimento.

Mesmo após meses, os trabalhos não foram retornados e agora os moradores convivem com mais um ‘elefante branco’ parado.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande, mas até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

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