Campo Grande

há 2 horas

Investigado por morte de homem e mulher trans tem prisão preventiva decretada

Justiça acolheu recurso do MPMS; caso aconteceu no bairro Taquarussu, em Campo Grande

23/07/2026 às 15:30 | Atualizado 23/07/2026 às 14:37 Carol Rampi
Repórter Top

A Justiça de Mato Grosso do Sul decretou a prisão preventiva do homem investigado por matar duas pessoas em Campo Grande, entre elas uma mulher trans, após acolher recurso apresentado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). A decisão foi proferida pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, durante o plantão judicial.

Inicialmente, o investigado havia obtido liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares. No entanto, o MPMS, juntamente com a assistência de acusação, recorreu da decisão, sustentando que as restrições impostas não eram suficientes para garantir a ordem pública e assegurar o andamento do processo.

Ao reavaliar o caso, o juiz Aluizio Pereira dos Santos acolheu os argumentos do Ministério Público e restabeleceu a prisão preventiva.

Na decisão, o magistrado destacou a gravidade concreta dos homicídios, evidenciada pelas lesões sofridas pelas vítimas, além de considerar que os elementos reunidos até o momento não sustentam a tese de legítima defesa apresentada pela defesa.

Outro ponto levado em consideração foi a existência de vestígios periciais encontrados no interior da residência das vítimas, o que, segundo o juiz, exige maior cautela na apuração da dinâmica dos crimes.

A decisão também menciona que o investigado teria deixado o local após os homicídios, circunstância considerada um indicativo de risco à aplicação da lei penal quando analisada em conjunto com os demais elementos do processo.

Diante desses fatores, o magistrado concluiu que estavam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva e que medidas cautelares diversas da prisão seriam insuficientes para neutralizar os riscos identificados.

Com isso, a Justiça revogou a decisão anterior e determinou que o investigado permaneça preso preventivamente enquanto o caso segue em investigação.