Saúde

há 1 hora

Paciente espera mais de 5h por atendimento na UPA Coronel Antonino e fica sem diagnóstico

Apesar de ter poucos pacientes, a demora foi justificada pela falta de profissionais

24/07/2026 às 19:00 | Atualizado 24/07/2026 às 13:35 Brenda Souza
Repórter Top

Uma moradora de Campo Grande denuncia que esperou cerca de cinco horas para que o filho, de 25 anos, fosse atendido na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, na madrugada desta sexta-feira (24). Segundo ela, apenas uma médica realizava os atendimentos, apesar de a escala indicar mais profissionais de plantão.

A mulher, que pediu para não ser identificada por receio de represálias, contou que chegou à unidade por volta da 1h40 com o filho, que apresentava fortes dores e não conseguia apoiar o pé no chão. O atendimento, segundo ela, foi concluído apenas por volta das 6h20.

"Pacientes passando mal e outros com muita dor, com espera de mais de quatro horas. A recepção dizia que a unidade estava desfalcada de médicos", relatou.

Conforme a denunciante, durante o período em que permaneceu na UPA havia poucos pacientes aguardando atendimento. Ainda assim, ela afirma que a demora foi longa e que o filho saiu da unidade sem um diagnóstico conclusivo.

Segundo a mãe, foi realizado um exame de raio-X, mas a médica informou que ainda havia dúvidas sobre a lesão. O paciente recebeu medicação intravenosa e medicamentos para uso em casa, com a orientação de retornar caso os sintomas piorassem.

"Saímos com a orientação de esperar para ver se piora. Se piorar, volta. Mas ele continua sem conseguir colocar o pé no chão", afirmou.

Ela questiona o fato de o filho não ter sido encaminhado para atendimento especializado em ortopedia. "Se eles não conseguiam fechar o diagnóstico, poderiam ter encaminhado para o especialista da rede. Tanto meu filho quanto outro rapaz que estava lá estavam pulando porque não conseguiam colocar o pé no chão", disse.

A moradora afirma que consultou a escala de plantão da unidade e questionou funcionárias da recepção sobre a ausência dos demais médicos.

Segundo ela, foi informada de que os profissionais estavam em horário de descanso. "Perguntei onde estavam os outros médicos e me disseram que estavam descansando, porque ninguém fica acordado 12 horas. Questionei por que a médica atendia apenas parte do plantão e me responderam que era assim mesmo", contou.

Ela também reclama da postura das recepcionistas.

"Quando voltei para autorizar o raio-X, disseram para eu esperar porque ia demorar ou ir tomar a medicação. Não tinha ninguém aguardando para fazer o exame naquele momento", afirmou.

A mãe relata que, caso o quadro do filho não apresente melhora nos próximos dias, pretende procurar outra UPA, já que as unidades básicas de saúde não fazem encaminhamento direto para o Cenort (Centro Especializado Municipal de Reabilitação e Ortopedia).

A reportagem procurou a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para falar sobre o assunto, mas, até a publicação, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.