Polícia

há 1 hora

Briga em bar no Centro reacende alerta sobre insegurança em Campo Grande (vídeo)

Comerciantes relataram que estão vivendo com medo; além disso, os crimes teriam aumentado na região

25/07/2026 às 12:31 | Atualizado 25/07/2026 às 11:50 Brenda Souza
Repórter Top

Imagens de câmeras de segurança registraram uma briga generalizada na madrugada deste sábado (25) em um bar na região central de Campo Grande. O tumulto, que ocorreu na calçada do estabelecimento, e segundo comerciantes, tem afastado clientes e prejudicado o comércio da área.

Uma empresária da Rua Maracaju, que prefere não se identificar, afirma que a violência é apenas um dos desafios enfrentados diariamente por quem trabalha no Centro. Segundo ela, os comerciantes cobram mais rondas da Polícia Militar, reforço na fiscalização e melhorias na limpeza pública.

"Os empresários pedem um pouco mais de atenção, mais ronda noturna e mais limpeza. Fica um odor horrível de urina, porque muitas pessoas saem dos bares e fazem xixi na frente das lojas, além de deixarem lixo espalhado. Fora os usuários de drogas, que tomaram conta do Centro", relatou.

A comerciante conta que a insegurança também já atingiu diretamente seu negócio. No último dia 13, a loja foi invadida por um homem que entrou pelo telhado durante a madrugada. O suspeito furtou mercadorias e causou diversos danos ao imóvel.

Após o crime, ela decidiu reforçar a estrutura do prédio com grades no telhado. Segundo a empresária, o suspeito foi localizado posteriormente na região da antiga Rodoviária.

Mesmo diante dos problemas, a empresária afirma que continua investindo na cidade. Ela e a família possuem quatro lojas em Campo Grande, empregam 33 funcionários e estão construindo uma nova unidade, também na Rua Maracaju.

Apesar disso, diz que chegou a questionar se o investimento ainda vale a pena.

"Fiquei muito chateada depois desse ocorrido. A gente está abrindo uma loja nova para gerar empregos, mas chega uma hora que você se pergunta se vale a pena investir tanto em um lugar onde as pessoas não querem mais ir", afirmou.

Ela também chama a atenção para o número de imóveis vazios na região central. "Se você andar por aqui, vai ver várias placas de 'aluga-se'. Muita gente está saindo porque quem está tomando conta do Centro são os usuários de drogas", disse.

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