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Reinaldo diz que saída de empresas para o Paraguai revela necessidade de reformas no Brasil
A declaração foi feita durante a Convenção Nacional do PL, realizada no sábado (27), que lançou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República
A transferência de empresas brasileiras para o Paraguai foi apontada pelo ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja (PL), como um reflexo das dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo no Brasil. Segundo ele, o aumento da carga tributária, a insegurança jurídica e outros fatores têm levado empresários a buscar condições mais favoráveis em países vizinhos.
A declaração foi feita durante a Convenção Nacional do PL, realizada no sábado (27), que lançou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República.
De acordo com dados do Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai citados por Reinaldo, 223 indústrias brasileiras operam atualmente no país por meio da Lei de Maquila, programa que concede incentivos fiscais para empresas exportadoras. Esse número representa 69% das 332 indústrias estrangeiras instaladas sob esse regime. Além do Paraguai, a Argentina também tem atraído investimentos brasileiros.
Na avaliação do ex-governador, o cenário acende um alerta para a competitividade do Brasil.
"Milhares de empresas do comércio, serviços e indústria fecharam definitivamente suas portas por não suportarem as pesadas cargas tributárias e a insegurança de investir no Brasil. O governo precisa agir para impedir essa debandada, que coloca a nação em risco economicamente, ameaçando o emprego e a renda das famílias", afirmou.
Reinaldo também citou dados do Sebrae que apontam o encerramento de 741 mil empresas no país, alta de 15,8% em relação ao período anterior. Desse total, cerca de 75% eram microempreendedores individuais (MEIs) e 18% microempresas.
Entre os fatores que, segundo ele, tornam o Paraguai mais atrativo está a Lei de Maquila, criada em 1997. O modelo permite que empresas importem insumos sem pagamento de impostos e exportem pagando 1% de tributação sobre o valor agregado.
O ex-governador também comparou indicadores econômicos dos dois países. Segundo ele, o Paraguai registrou crescimento de 6,6% em 2025 e deve avançar 4,2% em 2026. No mesmo período, o Brasil cresceu 2,3%, enquanto as projeções para este ano seguem mais modestas.
Durante a convenção partidária, Reinaldo também defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
"A Convenção deu a largada para a mudança. É preciso virar a página da história do Brasil e construir um novo capítulo, com trabalho, responsabilidade e compromisso com o futuro. Flávio Bolsonaro representa esse projeto de renovação que muitos brasileiros desejam ver crescer", declarou.
Ao falar sobre a disputa eleitoral, o ex-governador afirmou que o Senado terá papel importante na discussão de medidas voltadas ao crescimento econômico.
"Será o palco da tomada de medidas capazes de proporcionar políticas de bem-estar para as famílias, tanto na área de emprego e renda, como na saúde, educação e infraestrutura", disse.