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Cascalho ajuda chuva a inundar rua sem asfalto no Portal Caiobá II (vídeo)
Sem asfalto e boca de lobo, água volta para casas dos moradores há anos no mesmo local
Moradores do bairro Portal Caiobá II voltaram a enfrentar transtornos provocados por alagamentos após o temporal que atingiu a cidade na quinta-feira (30). Segundo relatos, a água tomou ruas e invadiu casas na região do cruzamento das ruas Romeo Alves e Paulo Fungi, graças a um cascalho jogado no local, em Campo Grande.
Moradora da região há cinco anos, a cabeleireira Débora Cristina de Almeida dos Santos, de 30 anos, afirma que o problema se repete sempre que chove, independentemente do volume de água.
“Chove, enche e alaga as casas. Toda vez que chove é a mesma coisa, porque não tem boca de lobo e a água não tem para onde escoar e para piorar jogaram um cascalho que seria para 'ajudar' e piorou a situação”, relata.
Tanto ela quanto os outros moradores que têm suas casas invadidas já procuraram representantes do poder público em busca de uma solução.
Segundo ela, no mês passado, um servidor da Sisep teria pedido que os moradores aguardassem antes de acionar a imprensa, com a promessa de que uma patrola seria enviada ao local para rebaixar a rua e criar uma saída para a água.
Uma equipe chegou a realizar um serviço na região, mas, conforme Débora, a intervenção não resolveu o problema. Ela afirma que foram despejadas pedras grandes e restos de asfalto na via, piorando a situação dos alagamentos.
“Jogaram umas pedras enormes, que parecem restos de asfalto, e deixaram a rua pior do que estava. Aí choveu e virou tudo aquilo de novo. Não resolveu nada, só piorou”, reclama.
Para os moradores, uma solução definitiva dependeria da implantação de um sistema adequado de drenagem, com estruturas que permitam o escoamento da água da chuva.
Débora ainda afirma que, sem bocas de lobo ou outra alternativa de drenagem, os moradores vão continuar sofrendo e perdendo coisas com as inundações.
A reportagem entrou em contato com a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) para questionar quais serviços foram realizados no local, se o material colocado nas ruas é adequado e se existe previsão de obras de drenagem no bairro e aguarda retorno.