Polícia

há 1 hora

Bebê vítima de acidente tem protocolo de morte encefálica iniciado em Dourados 

Criança foi atingida por uma caminhonete com os pais, que estavam em uma moto

01/08/2026 às 11:11 | Atualizado 01/08/2026 às 10:52 Méri Oliveira
Marcos Morandi

A equipe médica do Hospital Universitário de Dourados deu início ao protocolo de morte encefálica de uma menina paraguaia de 10 meses, vítima de um acidente grave registrado na noite de quarta-feira (29), na Rodovia General Bernardino Caballero, a PY-05, em Pedro Juan Caballero. 

Segundo informações do site Ponta Porã News, a criança estava em uma motocicleta que era conduzida pelo pai, Diosnel Nuñez Gonzalez, de 25 anos e que tinha também a mãe, Liz Karina Garcia Salinas, também de 25 anos, como garupa. O veículo da família foi atingido por uma caminhonete Maxus T60, conduzida por um brasileiro de 36 anos, residente em Ponta Porã.

O pai sofreu fratura no membro inferior esquerdo, a mãe teve fraturas expostas nos dois membros inferiores, além de amputação parcial de um deles, e fratura no púbis, permanecendo a genitora internada em estado grave em um hospital de Dourados que não foi informado. 

O motorista da caminhonete teria afirmado, em depoimento às autoridades paraguaias, que a motocicleta teria sido atingida por um caminhão "de raspão", e isso teria feito com que o motociclista perdesse o controle da direção e fosse parar na frente de sua caminhonete, e que isso impossibilitou que ele evitasse a colisão. 

O motorista foi submetido ao teste do bafômetro, mas o resultado não apontou consumo de álcool. Ele foi liberado e depois compareceu ao Ministério Público de Pedro Juan Caballero para prestar novos esclarecimentos. 

Conforme o site, o caminhão mencionado pelo motorista ainda não foi identificado. 

Protocolo de morte encefálica

O início do procedimento não presume confirmação da morte encefálica. É importante salientar que se trata de um procedimento rígido para verificar se houve perda irreversível das funções do cérebro e do tronco cerebral de forma completa. 

Várias avaliações clínicas são realizadas, por diferentes médicos, e são analisadas, nessas avaliações, a ausência de consciência; ausência de reflexos do tronco cerebral e incapacidade de respirar espontaneamente. 

No caso de crianças, há critérios específicos e que variam conforme a idade. Somente após o cumprimento de todas as etapas e confirmações é que a morte encefálica é declarada.