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Nelsinho revela que situação jurídica pesou na decisão de deixar disputa ao Senado (vídeo)
Senador afirma que nem esposa sabia da decisão
Horas depois de receber homenagens durante a convenção da aliança formada por PL (Partido Liberal), PP (Partido Progressistas), União Brasil e Republicanos, o senador Nelsinho Trad voltou a falar sobre a decisão de deixar a disputa pela reeleição ao Senado.
Desta vez, durante a convenção do PSD (Partido Social Democrático), neste sábado (1º), em Campo Grande, o parlamentar revelou que uma situação jurídica pesou na escolha e disse que nem a própria esposa sabia da decisão até pouco antes do anúncio.
Em entrevista ao TopMídiaNews, Nelsinho afirmou que viveu um conflito pessoal antes de comunicar a desistência e preferiu guardar a decisão em sigilo.
“Não foi uma decisão fácil. Foi uma luta contra mim mesmo. Eu procurei guardar isso para mim até uma hora antes de decidir. Nem a minha esposa estava sabendo, foi pega de surpresa. Mas eu agi com a razão. Eu sou cirurgião. Tem hora que você não pode se emocionar para resolver problemas”, declarou.
Segundo o senador, um entrave jurídico também foi determinante para a mudança de planos. Sem detalhar a situação, ele afirmou que o cenário inviabilizava a condução da campanha ao lado dos demais candidatos da aliança.
“A gente tinha uma situação jurídica intransponível. Eu não iria conseguir estar no palanque daqueles que gostariam que eu estivesse. Eu não ia conseguir fazer uma reunião casada com nenhum candidato a deputado federal, tampouco estadual”, explicou.
Nelsinho disse que optou por priorizar o projeto político construído pelo grupo em Mato Grosso do Sul e apoiar a reeleição do governador Eduardo Riedel.
“Para o bem dessa união, eu resolvi dar esse passo para trás, para que a gente possa vencer essas eleições com o governador Riedel”, afirmou.
Durante a entrevista, o senador também declarou apoio à pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado. Segundo ele, o governador goiano foi o primeiro presidenciável que ouviu apresentar propostas concretas para áreas como saúde, educação, segurança, inteligência artificial e desenvolvimento econômico.
“Saí convencido de que esse é o cara certo para o Brasil. Aqui no Mato Grosso do Sul, Riedel; no Brasil, Caiado. Nós vamos estar aqui ajudando, plantando essa semente”, concluiu.