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Pai assassinado junto da filha já tinha sofrido atentado um mês antes em Cassilândia (vídeo)
Esposa relatou à polícia que impediu ataque anterior ao segurar os braços do atirador
Márcio Aparecido da Silva Filho, de 27 anos, assassinado a tiros junto da filha, de 3 anos, já havia escapado de uma tentativa de homicídio aproximadamente um mês antes, em Cassilândia, a 430 quilômetros de Campo Grande.
Conforme o boletim de ocorrência, durante o depoimento, a esposa contou que, no atentado anterior, teria entrado na frente do marido e segurado os braços do suspeito que atirou para cima.
Ainda segundo o registro, a tentativa de homicídio não foi comunicada à polícia na época. Aos policiais a esposa afirmou ter reconhecido dois homens envolvidos no primeiro episódio, sendo eles conhecidos pelos apelidos de "Binho" e "Sucuri".
No ataque deste sábado, porém, ela não conseguiu reconhecer o atirador, pois o homem utilizava capacete.
No momento do ataque a família chegava em casa em um Fiat Uno quando a mãe das crianças desceu do veículo para abrir o portão e uma motocicleta deixou um homem na esquina. Momentos depois, ela ouviu os disparos e, ao olhar para trás, viu um homem usando capacete, atirando contra o carro.
A filha mais nova foi atingida na região do pescoço, com saída da bala na cabeça. A mãe levou a criança, com a ajuda de vizinhos, até a Santa Casa, mas a menina já chegou à unidade hospitalar morta.
A filha de 12 anos sofreu cortes pelo corpo provocados pelos estilhaços dos vidros quebrados durante os disparos. Inicialmente, ela ficou sob os cuidados de vizinhos e depois foi levada à Santa Casa por uma ambulância municipal.
Márcio permaneceu dentro do veículo e teve a morte constatada pelo Corpo de Bombeiros. No local do crime, a perícia encontrou várias cápsulas de pistola calibre 9 milímetros.
Guerra de facções
Ainda conforme informações policiais, a disputa entre as facções do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho pode ser o motivo do assassinato de pai e filha. Segundo o boletim de ocorrência, Márcio seria integrante do Comando Vermelho e teria uma desavença antiga com pessoas possivelmente ligadas ao PCC.
A Polícia Militar e equipes do Batalhão de Choque estão a procura dos suspeitos.