há 2 horas
Grupo de dança sul-mato-grossense representa estado há mais de 12 anos em festival de São Paulo
Com cerca de 30 participantes de todas as idades, o grupo precisou levantar R$ 14 mil para conseguir se apresentar e ainda necessita de ajuda para custear despesas
Com mais de 20 anos de existência, o Grupo Parafolclórico Camalote surgiu em 2003 com a proposta de preservar e difundir a cultura sul-mato-grossense para todo o Brasil. Inicialmente idealizado como um projeto de extensão da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), o grupo ganhou independência e passou a representar o estado por todo o país.
Atualmente o grupo tem cerca de 30 pessoas, entre dançarinos, coordenadores, ensaiadores, etc. "Nenhum dança, mas todos trabalham de alguma forma no projeto", afirma Suzane Fernandes.
Suzane Fernandes, de 57 anos, é uma das integrantes do grupo e participa desde 2012. Suzane entrou para atuar como preparadora corporal do grupo, além de atuar como coreógrafa e dançarina, e, com os seus anos de participação, ela sabe o quão importantes são as apresentações culturais, principalmente fora do estado.
Apesar da importância, nem sempre nós conseguimos levar os nossos dançarinos para os festivais. E aí nós recebemos ligações de "como assim vocês não vão ir?", mas a gente nunca consegue ir porque o ônibus para levar o grupo custa R$ 14 mil".
De acordo com Suzane, este vai ser o primeiro ano em que o grupo irá conseguir participar de um grande evento fora de Mato Grosso do Sul, graças a doações. "Nós conseguimos juntar o valor do ônibus, mas ainda faltam outras coisas, como hospedagem e alimentação."
O grupo irá participar do Festival de Folclore de Olímpia, em São Paulo. O festival, que acontece há mais de 60 anos, reúne grupos culturais de todo o Brasil para apresentações que valorizem as culturas locais. Para conseguir custear todas as despesas, o grupo criou uma campanha de doações online.
"O festival começou no dia 1 de agosto e segue até o dia 9. Nós só precisamos levar no mínimo 25 dançarinos para a apresentação e, por isso, as despesas.
O valor necessário para cobrir todas as despesas é de R$ 8 mil, mas, mesmo com o início do festival, o grupo conseguiu apenas pouco mais de R$ 2 mil. As doações podem ser feitas no site da vaquinha digital ou por meio da chave PIX profcrisluca@gmail.com.
O grupo reforça que qualquer valor pode ser doado e que tudo o que for arrecadado será convertido para o apoio à cultura.