Campo Grande

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Jovem é baleado e morre tentando fugir no Coronel Antonino

Suspeitos foram localizados e reconhecidos por testemunhas momentos depois do crime

10/08/2026 às 07:50 | Atualizado 10/08/2026 às 09:27 Rebeca Ferro e Brenda Souza
Gabriel do Carmo

Karlos Eduardo, de 18 anos, foi morto a tiros na madrugada desta segunda-feira (10), no bairro Coronel Antonino, em Campo Grande. Três homens, de 23, 35 e 37 anos, foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento no crime.

Segundo o registro policial, a Polícia Militar foi acionada após relatos de que uma pessoa havia sido baleada na Rua Rio de Janeiro. A informação era de que os suspeitos estariam em um Fiat Uno cinza.

Equipes do Batalhão de Choque localizaram o veículo durante patrulhamento e abordaram os três ocupantes, que inicialmente negaram participação no crime.

Uma testemunha, porém, relatou ter visto o Fiat Uno passar pela Rua Rio de Janeiro e os ocupantes efetuarem disparos contra a vítima. Depois de ser baleado, Karlos correu, mas caiu na esquina da Rua Doutor Fausto Pereira com a Rua Anita Garibaldi, onde morreu.

A testemunha reconheceu o veículo e apontou um dos suspeitos como o homem que teria feito os disparos. Ainda durante as diligências, a esposa do atirador procurou os policiais e relatou que Karlos havia estado anteriormente na casa de um dos homens. Segundo ela, os dois saíram juntos no Fiat Uno pouco antes do crime.

Durante a revista no veículo, os policiais encontraram cinco celulares. Um deles pertencia à vítima. Os outros aparelhos eram dos três suspeitos e de outra pessoa.

Os celulares foram apreendidos para auxiliar na investigação. O veículo também foi apreendido.

A arma usada no homicídio não foi localizada. Segundo o registro, também não foram encontradas cápsulas deflagradas no local onde ocorreram os disparos.

A perícia esteve na cena do crime, acompanhada pela equipe da Polícia Civil e pelo GOI (Grupo de Operações e Investigações).

Os três suspeitos foram levados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde o caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo torpe ou mediante paga ou promessa de recompensa.