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Sem ter a filha nos braços, mãe de bebê sequestrada consegue registrar a menina em Campo Grande
Ayla Emanuelly ainda não foi devolvida para mãe, mas já tem a certidão de nascimento
Quase um mês após o nascimento e poucos dias depois de ser resgatada no Paraguai, Ayla Emanuelly, bebê que foi sequestrada em Campo Grande, teve o nascimento registrado oficialmente pela família nesta segunda-feira (10).
Segundo familiares, o registro foi realizado durante a manhã, após eles procurarem informações sobre a bebê no Fórum de Campo Grande.
Um dos familiares explicou que o pai de Ayla não havia acompanhado o registro inicialmente. “Na hora de vir embora, a mãe dela ficou com ela, né? Só que o pai não queria ir. Não quis registrá-la. Aí ela veio embora e ficou uns dias aqui [para casa deles]”, relatou.
Pela regra geral, o registro de nascimento deve ser feito em até 15 dias após o nascimento. No entanto, quando o pai não pode comparecer e a mãe é a única declarante, o prazo pode ser prorrogado por mais 45 dias.
Desaparecimento
Ayla desapareceu após a mãe, uma adolescente de 17 anos, ser atraída até um imóvel no bairro Universitário, em Campo Grande.
Segundo o relato prestado à polícia, a adolescente havia conhecido uma mulher pela internet, em um grupo relacionado à venda ou doação de roupas infantis. A mulher teria oferecido R$ 100 para que a jovem cuidasse de uma criança.
A adolescente aceitou a proposta e foi até o endereço acompanhada da irmã, de 12 anos. Conforme o depoimento, ao chegar ao imóvel, as duas teriam sido ameaçadas e obrigadas a entregar a recém-nascida.
A localização de Ayla no Paraguai ocorreu após o compartilhamento de informações entre as autoridades dos dois países.
As circunstâncias do desaparecimento, assim como a participação dos suspeitos no caso, continuam sendo investigadas pelas autoridades brasileiras e paraguaias.