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Por ordem de Moraes, ex-secretário de Estado do Maranhã é alvo de busca e apreensão
Raimundo Cutrim seria fonte de jornalista acusado de perseguir Flávio Dino; investigação em sigilo
O ex-secretário de Estado do Maranhão, Raimundo Cutrim, foi alvo de mandados de busca e apreensão, nesta terça-feira (11/8), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é apontado como fonte do jornalista Luís Pablo nas reportagens em que é denunciado o uso irregular de carros oficiais pelo ministro Flávio Dino e seus parentes no Maranhão.
A investigação é sigilosa e foi confirmada pelo advogado do secretário e pelo STF. Segundo a assessoria da Corte, as ações desta terça-feira foram solicitadas pela Polícia Federal com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em março, Moraes também autorizou um mandado de busca e apreensão na casa do jornalista Luís Pablo, em São Luís.
A PF afirmou que, desde novembro de 2025, ele passou a publicar conteúdos com fotos e dados do veículo funcional de Dino. O jornalista também postou que o veículo, que oficialmente pertence ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), estava sendo usado pelos parentes do integrante do STF.
À época, associações de imprensa manifestaram preocupação com a decisão de Moraes de investigar o profissional, que é acusado de perseguir Dino.
Segundo a PF, Luís Pablo também foi alvo de investigação em 2017 por suposta prática de extorsão para não divulgar dados sobre operações policiais. Procurada pelo Metrópoles, a defesa de Raimundo Cutrim afirmou que ainda não teve acesso à íntegra dos autos do processo relativos às medidas de busca e apreensão.
O advogado José Berilo de Freitas Leite também destacou que o sigilo da fonte é garantido pela Constituição quando for necessário para o exercício da atividade profissional.
''A defesa registra sua preocupação técnica quanto à exposição de alguém na condição de fonte jornalística, garantia diretamente vinculada ao sigilo da fonte assegurado pelo art. 5º, inciso XIV, da Constituição Federal, e ao pleno exercício da liberdade de imprensa, valores que devem ser preservados independentemente do desfecho das apurações em curso'', diz.
A defesa do jornalista Luís Pablo não foi localizada. O espaço permanece aberto.