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Recém-nascido com suspeita de bronquiolite fica horas sem avaliação de pediatra na UPA Moreninhas
O pai afirma que a pediatra não retornou e que o filho ficou das 2h até o meio-dia desta terça-feira sem nova avaliação médica
Um bebê de 33 dias, com suspeita de bronquiolite, ficou horas sem ser reavaliado por um pediatra na UPA Moreninhas, em Campo Grande, nesta terça-feira (11). Segundo o pai da criança, a família foi informada de que não havia pediatra no plantão durante o dia.
De acordo com o pai ao TopMídiaNews, o menino foi levado a unidade durante a noite de segunda-feira (10) e atendido por duas pediatras. Após avaliação e realização de raio-X, os médicos decidiram mantê-lo internado porque ele apresentava respiração pesada e sinais iniciais de bronquiolite.
“Falaram que era começo de bronquiolite e que dava para ser tratado, que dava para controlar ali”, contou. Durante a madrugada uma nova avaliação indicou melhora no quadro e a família foi informada de que o bebê poderia receber alta depois de descansar por mais algum tempo.
O pai afirma que a pediatra não retornou e que o filho ficou das 2h até o meio-dia desta terça-feira sem nova avaliação médica.
“Umas 7h da manhã já dava para ver que ele tinha melhorado, até a respiração estava mais leve. Só que, até meio-dia, a respiração dele voltou a ficar mais pesada”, relatou.
Por conta dessa nova baixa na saturação, a família foi informada de que ele permaneceria em observação. O atendimento, porém, teria passado a ser feito por um clínico-geral.
“Nós viemos para cá ontem à noite porque havia pediatra, só que agora, no plantão do dia, não teve sequer um pediatra”, afirmou.
Ao longo do dia na UPA, a família recebeu informações desencontradas da equipe de plantão, chegando a ser informada sobre o sumiço da ficha e dos exames feitos durante a madrugada no bebê. Porém, momentos depois o pai ficou sabendo que o recém-nascido aguardava uma vaga hospitalar.
A informação surpreendeu a família, já que, até então havia sido dito que o bebê permaneceria apenas por mais algum tempo no oxigênio e poderia receber alta caso apresentasse melhora.
“Eu falei: ‘Mas não foi isso que ele falou para a gente’. Ele falou que o neném estava tranquilo, que estava normal, e agora vai precisar de vaga hospitalar”, contou.
Mais tarde, ainda segundo o pai, a família teria sido novamente informada de que o bebê poderia ser liberado após uma nova avaliação da saturação. Até por volta das 17h30 desta terça-feira, no entanto, a família continuava aguardando uma definição.
Diante da situação, a reportagem procurou a prefeitura de Campo Grande para falar sobre o assunto. Porém, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.